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Em comunicado, a União dos Sindicatos do Algarve (USAL) cita dados daquele instituto que indicam que em julho existiam na região 22.627 desempregados, 1.389 dos quais inseridos em programas ocupacionais, valores provavelmente “jamais atingidos”.

Os mesmos dados apontam para um crescimento homólogo do desemprego na ordem dos 24,5 por cento, enquanto a média de crescimento homólogo no país foi de 10,3 por cento, refere a USAL.

“Em julho de 2010 existiam mais 3.997 desempregados do que no mesmo mês do ano anterior e, comparando com 2008, constata-se que em dois anos há mais 13.290 desempregados no Algarve”, lê-se no comunicado.

Numa época em que o desemprego tende a diminuir – a região é fortemente marcada pelo emprego sazonal -, são legítimas as “piores expetativas” quanto à situação económica e social do Algarve para o próximo semestre, diz a USAL.

Por isso, aquela união de sindicatos defende ser urgente a implementação de um plano regional articulado de combate à crise e ao desemprego, insistindo para que o Governo “tome a iniciativa” de dialogar com os parceiros na região.

A agravar a situação, diz a USAL, está o previsível encerramento de “múltiplas micro e pequenas empresas” até ao final do ano na região, o que pode conduzir a que a atual crise tome ainda contornos mais graves.

***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***

Lusa
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