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A Groundforce, empresa detida pela TAP que tem como função assistir companhias áreas em terra, anunciou quarta-feira o encerramento da operação em Faro, no Algarve, e o despedimento coletivo de 336 trabalhadores, como resultado das perdas da empresa, estimadas em 20 milhões de euros só este ano.

“Nenhum despedimento é benéfico seja para que país ou região for, mas contas feitas muito por alto dizem-nos que, no mínimo, três milhões de euros por ano vão ser gastos com os subsídios de desemprego se estes despedimentos forem concretizados”, estimou António Goulard, em declarações aos jornalistas.

À margem da sessão plenária, que decorreu hoje ao longo de três horas no Aeroporto Internacional de Faro, e que contou com a presença das várias centenas de trabalhadores e de cinco sindicatos da assistência em escala, António Goulard classificou o anúncio dos despedimentos de “selvagem” e violento”.

“É um despedimento como nunca se viu na região. É um despedimento violento e selvagem. É um despedimento que vai ter um impacte enorme na economia do concelho de Faro e da região e, a concretizar-se vai engrossar a longa lista de desempregados no Algarve”, observou.

O sindicalista afirmou ainda que o “crescimento louco do desemprego” é “extremamente grave” e apela aos algarvios para manifestarem de forma ativa a sua solidariedade para com os empregados da Groundforce de Faro.

“E tempo dos algarvios manifestarem a sua solidariedade ativa com estes trabalhadores e protestarem e exigirem que parem este crescimento louco na região, porque a região está a ser posta em perigo”, apelou António Goulard.

O presidente do Sindicato dos Técnicos de Handling dos Aeroportos, André Teives, anunciou hoje que vai pedir uma audiência ao primeiro ministro, José Sócrates, repudiando "a atitude do Governo e dos ministérios da tutela que deixaram 336 funcionários fossem despedidos por e-mail".

A Groundforce tornou-se uma entidade independente em 1982, com a autonomização do Departamento de Operações em Terra (DOT) da TAP.

Na década seguinte, em 1992, numa estratégia de expansão e de prestação de serviços a terceiros, é criada a TAP Handling.

No ano de 2005, já com uma nova estrutura, surge a Groundforce Portugal.

Lusa

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