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A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) confirmou ontem a deteção no Algarve de uma garça-real infetada com o vírus da gripe aviária, segundo um comunicado ontem divulgado.

“Foi hoje confirmado no Algarve um caso de gripe aviária por vírus influenza A do subtipo H5N8 (de alta patogenicidade) numa garça-real (Ardea cinerea). Na sequência da deteção deste caso foi aumentado o nível de alerta para a doença e foram já reforçadas as medidas de proteção e vigilância na região”, refere o comunicado da DGAV.

De acordo com o organismo, o caso motivou já uma comunicação de deteção da doença à Comissão Europeia e à Organização Mundial de Saúde Animal.

“Foi já proibido o comércio de aves em mercados rurais, largadas de pombos, de espécies cinegéticas criadas em cativeiro e caça com negaças vivas. Foi igualmente dirigido um apelo aos detentores de aves em capoeiras domésticas para não realizarem movimentações desses animais”, acrescenta o comunicado.

A DGAV, apesar de sublinhar que a estirpe do vírus detetada na ave, “sendo de alta patogenicidade para as aves, não foi até ao momento encontrada em seres humanos”, referiu que o caso foi comunicado “às autoridades competentes para a saúde humana”, como a Direção-Geral de Saúde, assim como foram alertadas as autoridades para a Gestão da Atividade Cinegética e Património Natural, do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e o Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente da GNR (SEPNA/GNR).

“A Direção Geral de Alimentação e Veterinária mantém um dispositivo de vigilância sobre os efetivos avícolas em risco (aves de capoeira domésticas na região do Algarve) e procederá à atualização das medidas em caso de eventuais sinais de propagação da doença”, refere o organismo.

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