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A exposição “Dez monumentais esculturas britânicas” reúne obras de três gerações de escultores contemporâneos criadas nos séculos XX e XXI e que pela primeira vez são expostas em conjunto no País.

Uma das mais imponentes peças, “Temple”, de Allen Jones, ultrapassa os sete metros de altura, disse à Lusa o coordenador, Pedro Aguilar, sublinhando que a exposição de peças de larga escala é pouco comum em Portugal.

As peças, que recriam desde imagens figurativas a mais abstratas, acabam por em conjunto contar a história da escultura britânica durante estes dois séculos, afirma Pedro Aguilar, referindo que algumas foram recentemente adquiridas pela coleção.

Para fazê-las chegar ao Algarve foram necessários três camiões TIR e a montagem das esculturas tem causado algum aparato, conta, já que para além de serem necessárias gruas e guindastes, as peças tiveram que ser montadas no exterior do campo.

“Por se tratar de um campo arqueológico não podem lá entrar viaturas pelo que tivemos que montar as peças do lado de fora, a partir da estrada”, refere o coordenador da exposição, sublinhando que “ambas as artes saem favorecidas”.

“Tentámos enquadrar as peças com a estação do Cerro da Vila numa espécie de encontro entre a antiguidade e a modernidade”, resume, lembrando que a duração da exposição está também relacionada com o investimento que foi necessário efetuar.

Além disso, a exposição, patente até setembro de 2011, quer ainda cativar não só os residentes como os turistas que ainda virão na época baixa ao Algarve e aqueles que ainda estão para vir no próximo verão.

“Queremos demonstrar que em Portugal também é possível mostrar obras de alto nível”, afirma, lembrando que a peça “Reclining Figure”, de Henry Moore, é a única daquele artista, considerado o “pai” da escultura moderna britânica, que existe no País.

Os materiais usados nas peças são variados e incluem desde o aço inoxidável, ao ferro fundido ou bronze, havendo ainda uma peça que gira com o vento e outra feita em aço com uma instalação áudio.

Lusa

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