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Dia da Igreja Diocesana do Algarve foi celebrado na catedral de Faro com crismas de jovens e adultos

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

No dia de ontem, em que a Igreja celebrou a solenidade do Pentecostes – em memória da descida do Espírito Santo sobre os apóstolos, após a morte e ressurreição de Jesus – e, neste contexto, o seu próprio nascimento, a Diocese do Algarve reuniu-se, uma vez mais, para a celebração desta festa como Igreja diocesana.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Na celebração, que teve de novo lugar na Sé de Faro com a eucaristia presidida ao final da tarde pelo bispo do Algarve, D. Manuel Quintas lembrou que este ano a efeméride assumiu uma “expressão vicarial, já que as vigararias foram convidadas a realizarem uma peregrinação centrada nas famílias a lugares específicos da sua zona geográfica”.

O prelado lembrou que, não obstante essa circunstância, aquela celebração visava assinalar igualmente aquele dia, tendo presente a Igreja diocesana em cada uma das suas comunidades. “Certamente, com a celebração do sacramento do crisma neste dia, torna-se mais fácil para todos nós vivermos, de maneira mais intensa e mais consciente, a celebração deste Dia de Pentecostes”, referiu, a propósito do sacramento da confirmação que administrou a 42 jovens e adultos daquela paróquia da Sé, mas também da Fuseta, de Loulé, de Moncarapacho, de Quelfes e de Tavira.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Na celebração, o bispo do Algarve destacou que “o Espírito Santo é o grande protagonista da ação missionária e evangelizadora da Igreja”. “É ele que marca a diferença e que nos distingue de qualquer grupo. É pela ação do Espírito que, sendo diferentes, nos sentimos irmanados. Tendo qualidades e dons diferentes, mas colocando-os ao serviço do bem comum pela ação do Espírito, essas qualidades e esses dons enriquecem-nos a todos”, sustentou.

D. Manuel Quintas desafiou então a “viver segundo o Espírito e, acima de tudo, a fazer do serviço um ministério a toda a Igreja”, lembrando que esse “caminho de realização batismal e crismal”, não significa “empobrecer-se”, mas “enriquecer-se e enriquecer também os outros”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O bispo do Algarve realçou também que o dia de ontem procurou reviver o acontecimento que originou aquela festividade. “Hoje, reunidos em eucaristia na nossa Sé Catedral, em dia da nossa Igreja Diocesana, estamos a reviver o clima daquela manhã de Pentecostes”, afirmou, sublinhando o sentido de comunhão diocesana. “Sentimo-nos todos particularmente unidos a cada uma das nossas comunidades paroquiais, aos seus padres, todos abertos à ação do Espírito, certos de que é ele que nos congrega na mesma Igreja e nos conduz e nos fortalece no anúncio e testemunho da Boa Nova de Jesus”, afirmou, acrescentando que “a comunhão eclesial é inseparável da comunhão com Cristo”.

Nesse sentido, o bispo diocesano disse ser “urgente” e “essencial” que “todos os batizados e crismados tomem consciência da sua responsabilidade pessoal e ativa”, acrescentando que o “contributo pessoal de cada um, segundo a sua condição e os seus dons”, concorre para a “edificação da comunidade eclesial”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

D. Manuel Quintas observou que a Igreja continua a ser impelida pelo Espírito Santo. “Até no nosso tempo, a Igreja é atravessada por um vento impetuoso, um vento qual força amorosa de Deus que vem ao encontro do homem, um vento que sacode, desperta, desinstala, que desfaz receios e temores”, afirmou.

Enfatizando a importância do acolhimento ao Espírito Santo, deu um exemplo concreto para a diocese algarvia. “Só será possível progredir nos objetivos do nosso programa de pastoral se formos uma Igreja cada vez mais aberta à ação do Espírito”, advertiu, lembrando que o triénio que a diocese vive atualmente “tem uma acentuação particular no anúncio do evangelho da família”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O bispo diocesano aludiu também à “capacidade proporcionada pelo Espírito de construir uma nova maneira de relacionamento entre pessoas, povos e culturas, de superar egoísmos”. “Em Dia de Pentecostes abrimo-nos à relação com o outro, àquele que é digno de nós naquilo que mais o carateriza e exprime a sua identidade própria, língua, raça ou cultura”, sustentou, exortando à construção de uma Igreja “capaz do diálogo, do entendimento e da partilha”.

D. Manuel Quintas destacou ainda a missão a que são “todos chamados” de “ser discípulos missionários” a partir do batismo, “e particularmente também a partir do Crisma, para, à semelhança dos apóstolos, estar com Cristo e ser enviados por Ele a anunciar o evangelho”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Pedindo a todos que se deixem “fascinar por Cristo”, o bispo do Algarve exortou a que sejam “anunciadores alegres e audazes da boa nova do evangelho”. “É este o apelo que o mundo hoje nos faz, é esta a missão que hoje e sempre a Igreja nos pede”, concluiu.

No final da eucaristia, que contou com o testemunho de uma jovem crismada há alguns anos de exortação dos novos crismados a um maior compromisso com Cristo e com a Igreja, D. Manuel Quintas dirigiu-se também aos jovens e adultos confirmados na fé. “Estou certo que os vossos párocos, a partir deste dia, contarão também, de maneira diferente, com a vossa participação, colaboração e corresponsabilidade na vida das vossas comunidades e paróquias”, disse-lhes.

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