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Os acidentes de segurança ainda são “a maior causa de morte, de idas às urgências, de internamento, de anos de vida potencial perdida”, explicou Sandra Nascimento à margem da Conferência “Segurança na Água – o que mudou em 20 anos”, realizada ontem à tarde, em Faro.

Os dados nacionais registam 551 mortes de crianças e jovens, em 1994, e 90 mortes, em 2010.

Perante a crise económica nacional, Sandra Nascimento argumenta que o investimento em projetos que promovam a segurança infantil e juvenil “são investimentos que têm retorno em poupança no Serviço Nacional de Saúde, na área da reabilitação”, entre outras.

“É sempre um investimento que vai ter uma poupança direta, e espero que os acidentes não sejam colocados em segundo plano”, acrescentou, admitindo que venha a ser necessário estabelecer prioridades de intervenção.

A segurança na água é um dos setores em que Portugal ficou pior classificado nos relatórios internacionais a que a APSI tem acesso, e a associação reforça o pedido persistente ao Governo para criar legislação específica para a segurança nas piscinas.

Sandra Nascimento destacou o plano de segurança infantil, que está em fase de discussão na Direção Geral de Saúde e que poderá incluir, nos currículos de ensino básico e secundário, a formação em primeiros socorros, educação para a segurança e aulas de natação.

A presidente da APSI defende que a prevenção não pode ser apenas colocada na mão dos pais e educadores, e que as estruturas que recebem crianças têm de estar preparadas. “É importante perceber que os pais têm responsabilidade mas são falíveis e que há determinado tipo de risco que não é expectável que um pai consiga avaliar”, acrescentou, dando como exemplo o risco de estrangulamento em parques infantis.

No que respeita à segurança na água, Sandra Nascimento diz que o maior risco para as crianças pequenas surge “quando elas têm acesso direto e não acompanhado a uma piscina ou poço, que está em casa ou nas redondezas”.

Lusa

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