A Diocese do Algarve acolheu no passado sábado, 16 de maio, o Encontro Interdiocesano de Professores da zona sul em plena Semana Nacional da Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) 2026 que decorre até ao dia 23 sob o tema “EMRC: pontes e palavras de Encontro”.

A iniciativa, que teve lugar em Loulé e Faro, contou com 29 docentes das dioceses do Algarve, Beja, Évora, Lisboa e Setúbal e procurou dar a conhecer a região e a diocese e o seu património local.



Os professores saíram de Faro de autocarro com destino a Loulé, onde visitaram o mercado e as ruas em torno do castelo com o comércio e as lojas de artesanato tradicional.



Visitaram ainda a ermida de Nossa Senhora da Conceição e o histórico café Calcinha.






Dali partiram para a visita guiada à Quinta da Tôr que incluiu uma prova dos vinhos regionais brancos, tintos e rosés ali feitos a partir das castas Touriga Nacional, Syrah, Cabernet Sauvignon, Aragonês, Siria, Arinto e Chardonnay, não sem antes conhecerem todo o processo de produção naquela quinta recuperada em 2011 com a respetiva vinha ali existente.



Seguiu-se depois o almoço no Centro Paroquial de Loulé e a visita guiada pelo cónego Carlos de Aquino, pároco de Loulé, ao Santuário de Nossa Senhora da Piedade, popularmente evocada como «Mãe Soberana». Os professores começaram por visitar a ermida, cuja data oficial da edificação é de 1553, e a igreja nova construída já no século XX, segundo projeto do arquiteto Nereu Fernandes.



O cónego Carlos de Aquino explicou que “só em 2016”, aquele espaço foi “oficialmente reconhecido como santuário” por decreto do bispo do Algarve e disse haver um “projeto de requalificação daquele espaço” com inclusão de infraestruturas para acolhimento dos peregrinos e para realizarem um retiro.


O pároco e reitor daquele santuário lembrou ainda “haver uma prova histórica muito importante” “que é o facto de nas visitas da Ordem de Santiago, em 1517, referir que havia um altar e a imagem de Nossa Senhora da Piedade na igreja matriz de São Clemente de Loulé”. “Quando se constrói a ermida, em 1553, deixa de haver o altar na igreja matriz e até a imagem”, completou, interrogando: “Será que esta imagem [da ermida] seria a que estaria na igreja matriz?”. “É possível que sim”, admitiu.
A tarde prosseguiu com o regresso a Faro para a visita à Sé, guiada por aquele membro do cabido catedralício, e também ao Seminário de São José, onde foi celebrada a Eucaristia, presidida pelo assistente do Secretariado da Pastoral Escolar da Diocese do Algarve, o padre Pedro Manuel, e concelebrada pelo cónego Carlos de Aquino.
No final da Eucaristia, o professor Adriano Batista, um dos organizadores do encontro, agradeceu a todos aqueles que tornaram possível a iniciativa, de modo particular ao padre Pedro Manuel e ao cónego Carlos de Aquino, e lançou o desafio “para que este encontro possa continuar e crescer”. “Que possamos juntos também trabalhar no encontro para o próximo ano sem ser no Algarve. É essencial termos estes momentos”, desafiou o docente.
O dia teve ainda continuidade um passeio de barco pela Ria Formosa desde Faro até Olhão, cuja oportunidade foi aproveitada para destacar a reflexão que a disciplina desenvolve com o tema da ecologia integral. O encontro terminou com o jantar no Seminário diocesano, tendo sido anunciado que o próximo encontro interdiocesano de professores de EMRC das dioceses do centro e sul do país terá lugar em Setúbal, em data a anunciar.
Ao longo da Semana Nacional de EMRC cerca de 110 atividades estão a ser promovidas em todo o território nacional. Para além do Encontro Interdiocesano de Professores da zona sul, há também outro para a zona centro e outro para o norte.
A lei prevê a oferta obrigatória da disciplina curricular de Educação Moral e Religiosa Católica do Ensino Básico ao Secundário, e também dos cursos profissionais desde que passou a integrar as suas matrizes no ano letivo 2019/2020 (Decreto-Lei nº 55/2018, de 6 de julho).
A Concordata assinada em 2004 entre Portugal e a Santa Sé consagra a existência da disciplina de EMRC, sendo os professores propostos pelos bispos, nomeados pelo Estado e pagos pela tutela; é uma componente do currículo nacional, de oferta obrigatória por parte dos estabelecimentos de ensino e de frequência facultativa.










