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Diocese do Algarve encerrou programa do bicentenário da morte de D. Francisco Gomes do Avelar

Foto © Samuel Mendonça

Precisamente no dia em que se cumpriu o seu falecimento, a Diocese do Algarve assinalou ontem o bicentenário da morte de D. Francisco Gomes do Avelar que foi seu bispo entre 1789 e 1816.

Foto © Samuel Mendonça

Na celebração da eucaristia a que presidiu na Sé de Faro, o atual bispo do Algarve destacou o seu antecessor – cujos restos mortais lembrou estarem “numa urna que os identifica” na “pequena cripta” por debaixo do presbitério daquela catedral – como “um dos grandes”, “um dos mais qualificados” e “um dos mais fecundos” bispos da diocese algarvia, classificando-o também como “grande empreendedor”.

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“Evocar a sua memória constitui para nós um dever de gratidão e de ação de graças certamente pelo dom do seu ministério pastoral, mas também simultaneamente um apelo a seguirmos e a atualizarmos hoje o testemunho de um amor à Igreja e de serviço ao povo algarvio que ele nos deixou”, afirmou D. Manuel Quintas que exortou à necessidade de “acolher dele o testemunho de fé e de zelo pastoral”.

Foto © Samuel Mendonça

“Para tal impõe-se em tempo de Advento acolher o apelo à conversão e à mudança de vida que a palavra de Deus nos faz hoje, e nos vai fazendo ao longo de todo este tempo litúrgico, como garantia de progresso pessoal no caminho de santidade e ao mesmo tempo como garantia de fecundidade pastoral, traduzida no crescimento da consciência desta Igreja que todos constituímos e somos e também no serviço ao anúncio e à construção do reino de Deus”, prosseguiu.

O prelado lembrou que para além da Igreja diocesana beneficiou também da sua ação o “então chamado reino do Algarve, do qual ele foi na altura governador militar”. “O terramoto de 1755 tinha deixado o património diocesano – como, aliás, o de toda região do Algarve – profundamente destruído e depauperado”, recordou, acrescentando que “a sua capacidade edificadora e restauradora, unida a um profundo zelo pastoral, foram determinantes para recuperar, reconstruir e para inovar naquilo que diz respeito à organização, estruturação e sistematização da cidade de Faro”.

D. Manuel Quintas frisou que a ele se devem, entre outras obras, a construção do Seminário de Faro, a igreja de Nossa Senhora de Alva de Aljezur e o Arco da Vila, “o qual permitiu e continua a permitir um acesso privilegiado entre o centro histórico intramuros (a Vila-a-Dentro) e cidade, particularmente a baixa de Faro”. “Foi também da sua responsabilidade a autorização para a construção do hospital da Santa Casa da Misericórdia de Faro, para além de outros hospitais na região algarvia”, acrescentou.

Na celebração presidida por vários cónegos do cabido da catedral e por diversos padres da diocese, o bispo do Algarve lembrou ainda as várias iniciativas que se promoveram na diocese, a “diversos níveis”, no âmbito do programa que agora se encerra e que procurou assinalar o bicentenário do prelado, nascido em 1739 no lugar do Mato, na atual freguesia de Calhandriz, concelho de Vila Franca de Xira.

Hoje haverá ainda um concerto da Academia de Música de Lagos na Sé de Faro, pelas 21.30h, no qual será interpretado o Glória de Vivaldi. 

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