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A Diocese do Algarve promoveu, no passado dia 7 de Janeiro, uma missa em sufrágio da alma dos seus bispos diocesanos falecidos. A celebração, que foi presidida na Catedral da diocese, em Faro, pelo actual Bispo do Algarve, teve presente, de maneira particular, D. Júlio Tavares Rebimbas, falecido no passado dia 6 de Dezembro no Porto.

A Diocese do Algarve promoveu, no passado dia 7 de Janeiro, uma missa em sufrágio da alma dos seus bispos diocesanos falecidos. A celebração, que foi presidida na Catedral da diocese, em Faro, pelo actual Bispo do Algarve, teve presente, de maneira particular, D. Júlio Tavares Rebimbas, falecido no passado dia 6 de Dezembro no Porto.

Na Eucaristia, que ocorreu no dia do 8º aniversário da morte de D. Ernesto Gonçalves Costa (Bispo do Algarve entre 1977 e 1988), D. Manuel Quintas explicou o sentido do “dever” cumprido naquela iniciativa. “Rezar por aqueles que foram os nossos pastores, bispos desta diocese, é, acima de tudo, acolher o testemunho de fé, de doação e de entrega a esta nossa Igreja diocesana e crescer nessa mesma disponibilidade e disposição”, afirmou.

O Bispo diocesano recordou os seus antecessores mais recentes, todos bispos da diocese algarvia no último século. De D. António Barbosa Leão (1907-1919) a D. Ernesto Gonçalves Costa, o prelado referiu-se ainda a D. Marcelino Franco (1920-1955), a D. Francisco Rendeiro (1955-1965), a D. Júlio Rebimbas (1965-1972) e a D. Florentino Andrade e Silva (1972-1977). “Cada um serviu a diocese a seu modo, durante mais ou menos tempo, de acordo com as circunstâncias. Estamos gratos a todos e hoje, ao invocarmos de Deus a feliz recompensa para eles, queremos também dar graças a Deus pelo dom da sua vida, pelo seu serviço dedicado e generoso e pela sua grande solicitude como pastores da nossa Igreja diocesana”, acrescentou.

De modo particular lembrou D. Júlio Rebimbas. “Foi verdadeiramente um bispo itinerante e missionário”, caracterizou, sublinhando guardar do antigo bispo do Algarve “uma recordação de grande afabilidade, proximidade e cordialidade”. “Era um bispo, junto do qual nos sentíamos bem porque nos punha muito à vontade”, revelou D. Manuel Quintas.

Ainda relativamente a D. Júlio Rebimbas, o Bispo diocesano lembrou que ordenou 14 padres no Algarve. “Estão aqui alguns e há outros que gostariam de estar cá”, observou D. Manuel Quintas, referindo-se ao cónego José Pedro Martins, o padre Firmino Ferro, o padre José Nunes e o padre Joaquim Correia Ferreira.

A terminar a homilia, o Bispo do Algarve deixou um apelo. “Que o testemunho de fé e amor à Igreja que nos legaram os nossos bispos, que hoje motivam a nossa oração, nos fortaleça na adesão à pessoa de Cristo e no anúncio corajoso do Evangelho, certos de que somos também nós hoje recordados por eles junto de Deus”, exortou.

D. Manuel Madureira Dias, actual Bispo Emérito do Algarve, também foi lembrado por se assinalar naquele dia o seu 75º aniversário natalício.

Samuel Mendonça

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