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Essas propostas passam, a nível diocesano, por “criar, através do serviço Pastoral da Animação Missionária um «Centro Missionário» para que em todas as áreas da pastoral da Igreja a «missão universal» esteja presente”. “Nele devem trabalhar: as forças missionárias a operar na Diocese, integrando sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos. Será o «principal propulsor da consciência» e do empenhamento missionário da Igreja Diocesana, estimulando e dando a conhecer as iniciativas missionárias, assegurando o mais fecundo relacionamento entre a comunidade local e os seus missionários e velando por uma boa implantação das Obras Missionárias Pontifícias no espaço diocesano”, explica a Igreja algarvia.

“O Centro Missionário Diocesano, devidamente representado e coordenado, não se fixando unicamente na missão ad gentes, será não só um instrumento promotor da «nova evangelização» mas também, perante o «crescente pluralismo cultural e religioso, aliado a uma onda de secularização e individualismo e a um crescente relativismo e indiferença», um agente de «uma nova cultura de evangelização», a integrar, com muita premência, um primeiro anúncio”, acrescenta a Diocese do Algarve.

De acordo com a Igreja algarvia, o novo serviço “deverá «velar» pelo contínuo suscitar de novos movimentos, novas formas eclesiais, novos métodos e novos rumos, que, sob a acção do Espírito Santo, quantas vezes surpreende e põe em causa a excessiva confiança posta nas estruturas e promoções, distribuição de poderes e funções”. “Porque já não é suficiente reformar estruturas mas sim converter a nossa vida, só uma consciência e acção missionária, a partir de um laicado maduro devidamente formado, a actuar por áreas profissionais e em todos os sectores da vida, desde a família, à escola, ao trabalho e aos tempos livres, à solidão, à dor, poderá imprimir um novo rumo na nossa pastoral, privilegiando, através de grupos consistentes de evangelização, uma abertura do Evangelho ao coração dos homens”, lê-se no Programa Pastoral.

A nível paroquial, propõe-se a criação de “grupos missionários paroquiais, laboratórios missionários, células paroquiais de evangelização, que trabalhem com as Obras Missionárias Pontifícias e os Centros de Animação Missionária dos Institutos Missionários, e promovam e concretizem uma autêntica pastoral de missão”. “Assim se imprimirá um novo rumo à nossa pastoral, alargando o campo da missão ad gentes em que os destinatários não são apenas os povos não-cristãos, mas também os âmbitos sócio-culturais e, sobretudo, os corações das pessoas”, diz-se.

Samuel Mendonça

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