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O cónego José Pedro Martins sublinha, em entrevista à Agência Ecclesia, que “a ideia é criar núcleos de ação pastoral em que as paróquias vizinhas possam organizar a sua ação mais conjuntamente”.
Para um projeto destes “é preciso que os responsáveis paroquiais, os sacerdotes, estejam abertos a essa possibilidade porque nada é vinculativo e nada é obrigatório”, acentuou.

Com esta proposta de aproveitamento dos recursos, “em função da melhor resposta pastoral”, a diocese algarvia vai iniciar um quinquénio pastoral (5 anos) – entre 2012 e 2017 – onde pretende “colocar em prática este projeto”.

O projeto será também aplicado em toda a diocese, “desde que os sacerdotes estejam disponíveis nesse sentido” e nas grandes urbes pretende-se que “haja núcleos de presença missionária”.

Num momento em que as paróquias nas cidades se cruzam e “a divisão paroquial não tem qualquer significado”, o também coordenador do Departamento da Pastoral Profética da Diocese do Algarve refere que é fundamental que “os cristãos se sintam presença missionária no seu bairro ou no seu prédio”.

A formação dos cristãos é um passo fundamental e, este ano, a nível de cada vigararia, “teremos escolas de leigos onde decorrerão ações temáticas”, avançou o responsável.

Os cristãos não podem estar ausentes do projeto porque “é uma ação englobante” e devem “sentir-se Igreja com rosto”, frisou ainda.

A mais recente edição do Semanário Agência Ecclesia, ontem publicada, apresenta um dossier dedicado à Diocese do Algarve.

O bispo local, D. Manuel Quintas, destaca que as comunidades católicas vão iniciar em setembro um novo programa de ação para os próximos seis anos centrado no anúncio do cristianismo: ‘Ide e anunciai o Evangelho’ é o lema escolhido, complementado pela expressão ‘Na comunhão eclesial, testemunhar Cristo vivo’.

A intenção é “repensar a maneira de estar, de ser leigos, de ser presbíteros, para redimensionar o modo como se serve a Igreja”, para que cada setor valorize “aquilo que os define e os distingue”.

“Fomos repensando o modo como estamos estruturados, particularmente nas zonas urbanas. Hoje em dia as pessoas já não estão a ver muito os limites das paróquias”, sublinha o prelado, para quem esta mobilidade exige que os sacerdotes passem a colaborar mais ativamente.

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