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“Para nós, enquanto equipa, foi fantástico, foi um ano que excedeu as expetativas. Conseguimos não só formar uma equipa excelente, que está animadíssima e cheia de vontade de começar a época de cria outra vez, como conseguimos recuperar uma fêmea fundadora do programa que nunca tinha reproduzido e pela primeira vez reproduziu em Silves, dois meses após ter chegado, o que para nós é um sucesso fantástico”, afirmou Rodrigo Serra.

O responsável do centro, que recebeu o primeiro de 16 animais há um ano, frisou que Silves “foi o primeiro centro a conseguir reproduzir no ano zero e obteve a primeira reprodução comprovada em Portugal dos últimos 20/30 anos”.

“São muitos marcos e pontos de não retorno num só ano. O que queríamos deste ano era que os linces se dessem bem, que aprendêssemos a mantê-los bem e saudáveis, e queríamos também aprender qualquer coisa sobre emparelhamentos e como fazer casais e, se possível, sobre comportamento reprodutivo”, afirmou Rodrigo Serra à Lusa, em Faro, à margem do I Seminário sobre o Lince Ibérico realizado em Portugal.

O diretor do centro, que integra o programa ibérico de conservação da espécie ameaçada de extinção, lembrou que não havia grandes expetativas de reprodução por só haver uma fêmea adulta, de nome Azahar, mas “a verdade é que esta fêmea adulta, que já estava há cinco anos no projeto e nunca tinha levado uma gravidez até ao seu termo, ao fim de dois meses em Silves reproduziu”.

“E tudo isso para nós faz com que tenha sido um ano duríssimo, com muito trabalho, mas no qual se aprendeu tudo muito depressa e estamos neste momento cheios de confiança que vamos ter um próximo bom ano”, acrescentou.

Relativamente à morte das duas crias que Azahar teve, Rodrigo Serra disse ser necessário lembrar que “34 por cento das crias morrem até um ano de idade dentro de programa de cria”, número que é superior em habitat natural.

O responsável do centro português de conservação do lince ibérico assegurou que a sua equipa “está já a trabalhar para educar as crias que venham a nascer e para terem boas possibilidades de reintrodução” no habitar natural e manifestou-se “entusiasmado” para a nova época.

Lusa

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