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O doce é confecionado com azeite em vez de manteiga, mel em vez de açúcar e ingredientes regionais como a alfarroba, a amêndoa e a laranja, disse à Lusa o chefe de gabinete do presidente da Câmara de Albufeira, Paulo Dias.

Com um formato semelhante a um queque, de cor achocolatada, devido à farinha de alfarroba, e polvilhado de amêndoa, o “farrobito” foi desenvolvido por Júlio David, um pasteleiro que vive em Albufeira e que vai arrecadar um prémio de 1.500 euros.

O doce vai agora ser lançado no mercado com uma embalagem e imagem associada que estão já definidas, acrescentou Paulo Dias, pelo que nos próximos dias já será possível ver “farrobitos” nas prateleiras de pastelarias da cidade.

“Além de ter um sabor fantástico, o doce reúne ótimas condições para ser produzido a um preço competitivo e com margem de lucro”, refere, acrescentando que o nome foi inventado pelo próprio autor.

Segundo o porta-voz do júri, o “chef” de cozinha Renato Costa, aquele foi o doce eleito de entre os cerca de 70 que foram apresentados a concurso sobretudo pela originalidade, sabor e forma como os ingredientes foram combinados.

“Não queríamos algo que já existisse mas sim algo de novo e que estivesse profundamente ligado a um território e a uma identidade”, referiu à Lusa, sublinhando que o facto de ser um doce saudável por não conter açúcar também pesou na escolha.

Para Renato Costa, este é um doce que reflete a tradição de doçaria “popular” e não “palaciana” ou “conventual” e que recupera uma tradição do século XIX quando o habitual era usar mel e não açúcar na doçaria.

O júri avaliou os doces de acordo com a sua originalidade, sabor, apresentação, viabilidade de produção e condições de conservação e durabilidade.

A conservação é uma condição importante já que o doce deve ter condições para ser transportado, por exemplo, por turistas, para os seus países de origem.

Além do doce vencedor, outros quatro receberam menções honrosas: a delícia de Albufeira, o mimo de Albufeira, o pastel de Albufeira e o “Albuhero”.

Lusa
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