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Dois atores vão percorrer numa carrinha oito localidades algarvias, durante três meses, para apresentar o espetáculo itinerante “Carripana”, num total de 160 sessões, disse hoje à Lusa um dos criadores do projeto, João de Brito.

O espetáculo, vocacionado para o público infantil e famílias, estreia-se no sábado em Castro Marim e vai ser apresentado até ao final do mês de maio em outros sete concelhos algarvios, com 20 apresentações por concelho, que decorrerão ao longo de três dias em locais públicos ainda por definir, explicou.

“É um espetáculo para todas as culturas, não tem praticamente palavras, é quase tudo linguagem corporal”, contou o ator que, em conjunto com Manuela Pedroso, veste a pele de “saltindanço” e anda pelo mundo a dançar, tendo como palco a sua carrinha, que foi cenografada para o efeito, observou.

“A ideia é ir ao encontro das pessoas e não esperar que elas venham ao teatro”, referiu João de Brito, apontando os centros das cidades, mercados, zonas junto a escolas ou a hotéis como alguns dos locais onde se poderão desenrolar as apresentações, que serão depois definidos em conjunto com as autarquias.

Para produzir o espetáculo, os dois intérpretes e criadores basearam-se em oito livros do Plano Nacional de Leitura e partiram de três palavras-chave: chapéu, gerente e marés.

A versão curta da peça, com duração de 15 minutos, vai estrear-se em Castro Marim – onde estará sábado, domingo e segunda-feira – seguindo depois para Alcoutim, Vila do Bispo, Faro, Loulé, Lagos, Albufeira e Olhão, permanecendo três dias em cada local.

A peça vai também ser apresentada em Ponte de Sor, nos dias 10 e 11 de maio, estando a ser preparada uma versão longa para levar ao Teatro São Luiz, em Lisboa, no dia 01 de junho, para assinalar o Dia da Criança.

A criação e interpretação são de João de Brito e Manuela Pedroso, a consultoria de Catarina Requeijo, a cenografia de Fernando Ribeiro, a música de Teresa Gentil, as caricaturas de Wagner Borges e a fotografia e vídeo de Sofia Marques Ferreira.

O espetáculo é uma coprodução do Laboratório de Artes e Media do Algarve e do Teatro São Luiz, com financiamento do Programa 365 Algarve.

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