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Os três arguidos começaram hoje a ser julgados pelo Tribunal de Faro na sequência da reabertura do inquérito no verão passado. Segundo o inspetor chefe da PJ que testemunhou hoje em tribunal, a reabertura do processo surgiu através de informação recolhida de forma “acidental” durante uma conversa de outro inspetor com uma amiga que tinha sido namorada de um dos suspeitos.

Através de escutas telefónicas a polícia identificou um dos arguidos, Fernando Louro, cujo perfil genético correspondeu aos vestígios deixados numa beata de cigarro encontrada no carro da vítima.

De acordo com o testemunho do inspetor, Louro e Castanheira (outro dos suspeitos) intercetaram Jorge Nascimento entre Loulé e Faro simulando um acidente para o obrigar a sair do carro. Depois tê-lo-ão conduzido até São Brás de Alportel onde o terceiro suspeito os aguardava.

De acordo com as indicações que os dois arguidos deram à PJ durante as reconstituições do crime, terá sido o terceiro suspeito, Carlos Lopa, a atingir a vítima a tiro. Durante esse período, os dois terão regressado a Faro onde efetuaram levantamentos com o cartão multibanco da vítima. O carro de Jorge viria depois a ser localizado em Espanha, país onde foi igualmente levantado dinheiro com o seu cartão.

A audição às testemunhas de acusação prossegue, estando as próximas sessões do julgamento marcadas para 13 e 27 de abril.

Liliana Lourencinho com Lusa
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