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Da operação policial resultou ainda a detenção de quatro homens, dois estrangeiros, que representavam respetivamente o vendedor e o comprador da droga, e dois portugueses, que tinham como única missão transportar o produto.

A PJ apreendeu também duas viaturas, uma das quais uma carrinha onde se encontrava já carregada a droga, e 45 mil euros em notas, uma quantia que, segundo Luís Mota Carmo, é “inusitada” para o que é habitual neste tipo de situações.

O material terá sido transportado do Norte de África para o Algarve por via marítima e iria agora ser levado por terra no interior da carrinha apreendida até à Europa Central.

Contudo, segundo aquele responsável, o Algarve “tem tendência a perder influência” no domínio do tráfico de droga já que os traficantes têm agora meios logísticos que lhes permitem chegar mais a Norte.

De acordo com Mota Carmo, as rotas começam já a “subir pela costa” em direção à Galiza, em Espanha, à costa francesa e ao Canal da Mancha, que separa a Grã-Bretanha do Norte de França.

Os portugueses, já referenciados pelas autoridades e com antecedentes criminais, foram detidos em flagrante e os outros dois, que estavam em movimento numa viatura, “quase em flagrante”, embora “não diretamente relacionados com o produto”.

Segundo Mota Carmo, a apreensão dos 64 fardos de haxixe não está aparentemente relacionada com o fardo de haxixe encontrado no domingo a flutuar no mar por um pescador a Sul de Sagres.

Os detidos, que não ofereceram qualquer resistência às autoridades, estavam às 16:00 ainda a ser ouvidos no Tribunal de Faro.

Lusa

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