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Ao protesto popular juntaram-se dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP) e da União de Sindicatos do Algarve, em protesto contra o despedimento de cerca de 30 trabalhadores da empresa Frota Azul, que assegura os transportes urbanos.

Uma representação da população foi recebida na autarquia pelo vereador Jorge Campos, que explicou as razões que levaram à reformulação do serviço.

"Estamos satisfeitos com o que ouvimos e, até certo ponto, compreendemos as razões economicistas da autarquia", disse um dos representantes da população.

"Foi-nos dito que as alterações foram efetuadas, mas até ao dia 04 de abril o serviço vai ser aferido e está aberto a ajustes, o que vai ao encontro das nossas pretensões", sublinhou.

Por seu turno, Elvino Valente, coordenador distrital do STRUP, disse à Lusa que a sua presença na concentração visou “apoiar a população e os trabalhadores da empresa que correm risco de despedimento com a reformulação dos transportes decidida pela autarquia".

"Temos uma reunião agendada com a câmara para o dia 20 de março, para esclarecer as razões da reformulação e manifestarmos a nossa preocupação com a redução de postos de trabalho", indicou Elvino Valente.

Também, António Goulart, coordenador da União de Sindicatos do Algarve, justificou a sua presença com a "necessidade de apoiar os trabalhadores, numa região já de si muito sacrificada pelo desemprego".

"Estimamos que o desemprego na região atinja em termos reais os 30%, o que é muito preocupante. Há pessoas a passarem fome, é alarmante", destacou António Goulart.

A Frota Azul, empresa gestora dos transportes urbanos em Portimão, pretende avançar com o despedimento coletivo de cerca de 30 trabalhadores, devido à redução dos serviços contratados pela autarquia, segundo o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Urbanos.

A concentração decorreu sem incidentes e foi acompanhada de perto pela PSP, que procedeu à identificação de várias pessoas.

Fonte da PSP disse à Lusa que se trata de um procedimento normal e que a concentração de protesto não tinha sido comunicada às entidades.

Lusa

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