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Economia de Vila Real de Santo António impulsionada com Mundialito

Mundialito_futebol_vrsaVila Real de Santo António acolheu, a semana passada, o Mundialito de futebol, evento que levou mais de 4.000 crianças à cidade e permitiu impulsionar a economia local durante uma semana e ajudar pequenos e grandes negócios.

Um empresário local da restauração e alojamento elogiou o evento e os resultados económicos que a prova – que terminou no sábado – proporcionou à cidade, enquanto um pequeno comerciante de produtos tradicionais confirmou melhorias no negócio e disse esperar, com o fim de semana da Páscoa, dobrar as suas receitas.

“O Mundialito é uma atividade que há vários anos se tem desenvolvido em Vila Real de Santo António, tem sido uma atividade muito positiva para o comércio local, para a gastronomia e, sobretudo, para o alojamento”, disse à Lusa Luís Camarada, detentor de um grupo de restauração e alojamento da cidade.

O empresário explicou que as várias unidades de alojamento de que o seu grupo dispõe acolheram equipas como o Ajax, da Holanda, ou o Bétis de Sevilha, de Espanha, que “obrigam a uma certa exigência”, e isso reflete-se em termos económicos nos negócios dos empresários locais, após o inverno, em que os negócios, como é normal, não correm tão bem.

“Isto vem demonstrar que atividades deste tipo, utilizando o complexo desportivo municipal e as características naturais do concelho, são fundamentais para o comércio local, durante uma época do ano em que todos os comerciantes e empresários suspiram por ter atividade”, considerou Luís Camarada.

O empresário lembrou que “atrás das crianças que vêm praticar o futebol no Mundialito”, que têm entre 6 e 12 anos, “vêm os pais, os tios, os associados dos clubes”, e isso dinamiza a cidade durante a semana do evento.

Também Manuel Sequeira, vendedor de produtos tradicionais do Algarve e com uma banca de frutos secos, mel ou ervas aromáticas em pleno centro histórico da cidade, disse à Lusa que o Mundialito “ajuda ao negócio” e tem permitido “mais clientela” e um pouco mais de vendas.

“Nota-se a afluência de mais pessoas de fora, vê-se que há mais pessoal de férias aí e aderem a este produto tradicional”, afirmou, frisando que na sua banca os principais produtos que se vendem são do Algarve, como o figo, a amêndoa ou o mel.

Manuel Sequeira disse que “as pessoas não estão habituadas a ver” estes produtos à venda e “quando veem acham admiração e levam alguma coisa de recordação”, nomeadamente “frutos secos, o mel, as ervas aromáticas”.

“Esperamos que no fim de semana aumente mais e chegue ao dobro”, respondeu, ao ser questionado sobre o incremento que tinha tido nas vendas durante a semana da prova.

Entre os visitantes encontrava-se o espanhol Juan Carlos Bermudo, de Sevilha, que costuma passar dias em Islantilla, perto da fronteira com Portugal, e quando falou com a Lusa estava carregado de compras.

“Vamos levar recordações para os filhos, os netos, para toda a gente”, disse, admitindo que, “às vezes, gasta demasiado” dinheiro nessas compras.

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