Mesmo quando o chão se desfaz sob os pés
e o silêncio pesa mais que o próprio grito,
quando a respiração se abre em fragilidade
e a sombra da noite parece apagar-nos o rosto,
mesmo quando as pernas cedem à ausência de esperança
e o corpo se curva diante do cansaço imenso,
há uma chama secreta que nunca se extingue,
invisível, que vem do coração,
é a luz do amor — clara, indomável, infinita —
que resgata, ergue e renova, mesmo na mais densa escuridão.
O amor vence o impossível,
rompe muros, desfaz tormentas, faz renascer o que parecia perdido.
O amor vence tudo: onde houver amor, há sempre um caminho,
há sempre um regresso à vida.
Nas tempestades mais densas,
o amor abre clareiras no céu noturno,
acenda em nós um lume sereno,
um fogo eterno que vibra e sustenta,
usa-nos com a alquimia da esperança.
O amor é magia interior,
força invisível que nos levanta,
canção antiga que nunca se perde.
O amor vence tudo — vencerá
sempre.