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© Samuel Mendonça
© Samuel Mendonça

D. Manuel Quintas, bispo do Algarve, revelou que a diocese vai privilegiar a “pastoral de acolhimento” nas paróquias, ao longo do novo ano pastoral, dedicado à Família.

“Em primeiro lugar nós queremos privilegiar na diocese a pastoral de acolhimento, esta solicitude pastoral da Igreja diocesana deve estar presente em todas as paróquias, em todas as comunidades cristãs, em todos os cristãos”, começa por explicar D. Manuel Quintas à Agência Ecclesia.

A Diocese do Algarve dedica o novo ano ao lema ‘Chamados ao amor – Deus ama-vos!’ (cf Jo 3, 16), um percurso programático que se estende até 2017.

D. Manuel Quintas considera que o ano pastoral será positivo se conseguirem crescer no acolhimento e conseguirem também “mudar um pouco a mentalidade seja daqueles que constituem as comunidades cristãs e que estão numa situação matrimonial regular, seja daqueles que não estão nessa situação mas trazem os filhos para serem batizados, para a catequese ou até frequentam a comunidade cristã”.

O bispo do Algarve recorda as palavras do Papa João Paulo II, na Exortação Apostólica ‘Familiaris Consortio’, de 22 novembro de 1981, sobre este assunto: “Saibam estes homens e estas mulheres que a Igreja os ama, não está longe deles e sofre por essa situação”.

Da citação, o prelado conclui que o “primeiro fruto da solicitude pastoral deve fazer com que estas famílias não se sintam abandonadas ou excluídas da Igreja”.

O bispo diocesano recorda que o Papa Francisco revela a mesma “sensibilidade” pela pastoral familiar, um tema urgente como demonstrou com a convocação de uma assembleia extraordinária do sínodo dos bispos, de 5 a 19 de outubro de 2014.

Outro aspeto “importante” do novo Ano Pastoral é continuar a “promover a missão da família na transmissão da fé aos filhos”, estruturando a catequese de “maneira a possibilitar o envolvimento dos pais em momentos de diálogo ou mesmo de encontros formativos”, revela D. Manuel Quintas.

Um dos objetivos é que os pais integrem grupos de “aprofundamento da fé” enquanto os filhos estão na catequese, uma fórmula que funciona afinal “alguns hoje são catequistas e começaram dessa maneira”, assinala o interveniente que pretende que este contributo seja uma mais-valia “para a própria comunidade”.

“Eu espero que ao longo deste ano se crie um movimento gerador desta integração, deste acolhimento antes de mais, da valorização do contributo que estas famílias podem dar seja à comunidade cristã seja à comunidade local”, conclui o bispo do Algarve.

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