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Foto © Luís Forra/Lusa
Foto © Luís Forra/Lusa

O embaixador da Holanda em Portugal, Govert de Vroe, elogiou ontem o trabalho das autoridades portuguesas no socorro às 33 vítimas holandesas do despiste de um autocarro na quarta-feira na Via do Infante (A22) e que provocou quatro mortes.

Numa conferência de imprensa realizada na Câmara de Albufeira, depois de participar num “briefing” com todas as entidades que estiveram envolvidas nas operações de socorro, o diplomata disse que as autoridades do reino da Holanda vão aguardar pelo resultado do inquérito que as congéneres portuguesas abriram para apurar as causas do acidente e revelou que o Governo holandês manifestou disponibilidade para ajudar nessa investigação.

Govert de Vroe lamentou a morte de concidadãos e manifestou o seu pesar às vítimas e famílias, tendo aproveitado o dia de ontem para se reunir com as autoridades lusas que estiveram envolvidas no socorro durante a madrugada de ontem e visitar os acidentados, tanto nos hospitais como nos hotéis para onde seguiram após terem alta.

“Os relatos que nos deram foram horríveis e muito tristes. Falámos com pacientes no hospital e outras vítimas nos hotéis da região e é difícil imaginar o que passaram”, afirmou o embaixador holandês.

A embaixada está no Algarve a prestar o apoio aos holandeses afetados e a trabalhar, em colaboração com o operador turístico promotor da viagem e com uma organização holandesa denominada SOS, para que estes cidadãos possam ser o mais rapidamente possível repatriados dentro da sua vontade.

“Quero agradecer às equipas de emergência e às autoridades portuguesas pelos esforços realizados e deixar um grande obrigado pelos seus esforços na resolução deste trágico acidente”, disse ainda o diplomata.

Na conferência de imprensa, o diretor de comunicação da Tui para a Bélgica e Holanda, Hans Vanhaelmeesch, considerou que o este foi um “um dia trágico para o turismo, a Holanda e o Algarve”, deu as condolências às famílias enlutadas e assegurou que a empresa fez “tudo o para assistir os turistas” após o acidente.

“Tivemos 15 pessoas a trabalhar nos hospitais, hotéis e onde pudéssemos encontrar as pessoas. E hoje 13”, contabilizou o responsável do operador turístico, elogiando a “atuação muito profissional e organizada dos serviços de emergência”.

Hans Vanhaelmeesch disse sentir-se “reconfortado por saber que nos maus dias é possível contar com tão bons e bem organizados serviços de emergência, a prestar o melhor auxílio possível”.

A Tui esteve ontem em contacto com os feridos e deu-lhes oportunidade de optarem pelo regresso imediato à Holanda, o que aconteceu ontem com quatro pessoas e vai suceder hoje com outras três.

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