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O projeto, designado por “Algarve Exportador”, foi impulsionado por aquela associação e tem como objetivo promover e reforçar a competitividade das empresas participantes assegurando uma maior orientação dos produtos internos para a procura externa.

Uma das vantagens deste projeto é dar acesso a apoios à internacionalização às empresas da região que até agora não eram apoiadas por estarem sediadas numa região em ‘phasing-out’, ou seja, que estão a deixar de ser apoiadas por fundos comunitários dirigidos ao desenvolvimento regional.

A nível nacional, o Algarve, a Madeira e Lisboa estão neste patamar de ‘phasing-out’.

“No ano passado tivemos uma conserveira importante algarvia que pagou toda a sua missão a custos próprios, embora tenha ido numa missão nacional da National Foods, mas não teve direito à mesma comparticipação como os colegas de outras regiões do país”, exemplificou João Rosado, da ACRAL.

No caso das empresas de construção civil, o apoio servirá para promover uma missão empresarial a Moçambique, onde aquela atividade está em crescimento, enquanto a linha de apoio ao setor agroalimentar vai ser utilizada para a participação das empresas participantes em feiras internacionais especializadas que se vão realizar na Alemanha e na China.

Já os produtores de vinhos do Algarve “vão fazer uma missão inversa, ou seja, vão convidar algumas pessoas com poder de decisão em termos de compras nas grandes cadeiras internacionais para virem conhecer o Algarve, as empresas, as adegas e perceberem como é que o vinho é feito e quais as suas particularidades”, explicou João Rosado.

A candidatura “Algarve Exportador” foi aprovada a 29 de janeiro pelo Programa Operacional (PO) Algarve 21 através do eixo 1 – Competitividade, Inovação e Conhecimento, no Sistema de Incentivos Qualificação de Pequenas e Médias Empresas.

O PO Algarve 21 está inserido no Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), que enquadra a aplicação da política comunitária de coesão económica e social em Portugal no período 2007-2013.

O apoio de 343 mil euros está em vigor até dezembro deste ano, altura em que todas as ações previstas na candidatura já deverão ter sido concretizadas.

“É o primeiro projeto conjunto que o Algarve está apresentar e que esperamos que seja o primeiro de muitos”, concluiu o presidente da ACRAL.

Lusa

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