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“Importa verificar se as outras empresas que transportam as suas próprias mercadorias, e que têm descontos limitados apenas a um pequeno número de passagens por mês, não ficam numa posição desfavorecida” disse Vítor Neto à agência Lusa.

Observando que os preços de gasóleo e manutenção para ambos os tipos de empresa não são diferentes, o dirigente associativo sustentou que se “deveria aproximar as vantagens entre as duas situações, para serem equivalentes”.

Vítor Neto sublinhou que as empresas que transportam as suas próprias mercadorias mas não têm direito a descontos, por não serem do ramo dos transportes, “são portuguesas, ao contrário de outras que passam a partir de agora a ter descontos”.

Frisou contudo que os descontos de 10 a 15% para transportadoras nacionais e estrangeiras em todas as SCUT do país, hoje objeto de portaria no Diário da República, vêm beneficiar muitas dezenas de empresas transportadoras também do Algarve.

Recordando que o NERA sempre discordou da introdução de portagens na Via do Infante (A22), Vítor Neto voltou a defender a suspensão de portagens nos meses de verão “para permitir a circulação das centenas de milhares de turistas nacionais e estrangeiros que nos visitam”.

Vítor Neto – secretário de Estado Turismo durante seis anos, nos Governos de António Guterres – lembrou que o Algarve proporciona à balança externa portuguesa entre 4 a 5 mil milhões de euros/ano, provenientes dos gastos dos turistas estrangeiros, o que “corresponde a várias empresas ‘autoeuropas’”.

Lusa

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