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Vários encarregados de educação contactados pela agência Lusa classificaram como “inaceitável” que os alunos que não realizam a prova de aferição de Língua Portuguesa (apenas para estudantes do 4º e 6º anos) não possam frequentar a escola, situação que, dizem, “tem sido comum todos os anos”.

O coordenador da escola básica do 1.º ciclo da Coca Maravilhas com jardim de infância, em Portimão, confirmou à Lusa que “a situação repete-se todos os anos”, justificando com a “afetação” de professores para as salas onde decorrem as provas.

“Como têm de ser acompanhadas por mais do que um professor, estes são deslocados para as provas, ficando os restantes alunos sem aulas”, observou Olavo Rodrigues.

Aquele responsável acrescentou que “só podem frequentar a escola os alunos que realizam as provas de aferição” – os do 4º ano, no caso daquele estabelecimento de ensino.

Contudo, ressalvou que a escola mantém o seu normal funcionamento a partir das 14:00, para todos os alunos.

Um dos educadores referiu que responsáveis da escola frequentada pela sua filha comunicaram durante uma reunião realizada em abril com os pais, que o estabelecimento de ensino “não iria receber os alunos durante a manhã no dia da realização das provas de aferição”.

Paula Vieira referiu ainda que além disso, e “mais grave é que foi também comunicado que não se realizariam as atividades extracurriculares”.

A situação repete-se na escola do ensino básico da Pedra Mourinha, também em Portimão, onde o período de aulas ficou condicionado pela realização das provas de aferição.

Segundo alguns encarregados de educação “só no início desta semana”, através de uma circular entregue aos alunos, é que ficaram a saber que os filhos “não podiam frequentar” a escola durante a manhã desta sexta-feira e de 11 de maio, dia em que se realizarão as provas de Matemática.

Contactada pela Lusa, a Direção Regional de Educação (DRE) do Algarve disse desconhecer “o impedimento dos alunos em frequentarem as escolas”, e remeteu uma resposta para mais tarde.

O Ministério da Educação estimou em cerca de 237 mil o número de alunos do 4.º e 6.º anos de escolaridade que deveriam realizam hoje a prova de aferição de Língua Portuguesa.

Lusa

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