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A iniciativa, desta vez orientada pelo padre carmelita Agostinho Leal sobre o tema “Recolhimento e Oração”, abordado sob o ponto de vista de Santa Teresa de Jesus, contou com cerca de 40 participantes e integrou-se no contexto de uma iniciativa que a ordem carmelita está a promover até 2015 com o objetivo de dar a conhecer os ensinamentos e a experiência dos grandes santos carmelitas, “doutores da Igreja e mestres da vida espiritual”.

Em declarações à FOLHA DO DOMINGO, o padre Agostinho Leal apontou o que levou à concretização destes encontros. “Como há bastante confusão sobre estas questões da vida espiritual é nosso dever trabalhar, dar a conhecer caminhos e deixar luzes para as pessoas que têm interesse pelo caminho da vida espiritual e de oração”, sustentou.

No sábado de manhã, o sacerdote referiu-se a alguns símbolos para “entender a oração”. Neste contexto relacionou aquele exercício espiritual com a imagem de uma porta e explicou que a oração foi a «porta» de acesso ao “castelo interior” de Santa Teresa, a mesma «porta» que acede ao «castelo» que “é cada pessoa” e “onde Deus habita”.

O formador referiu-se também à oração como caminho. “Também temos o Caminho da Oração que é um livro que Santa Teresa dedicou para ensinar o caminho da oração a partir dos comentários que faz ao Pai Nosso”, aludiu.

Por fim, apresentou a oração como ícone da garrafa vazia invertida. “Estamos muito cheios de nós, de sentimentos, de amarguras, de coisas que nos fazem doer e, por vezes, a nossa oração é queixarmo-nos a Deus. É preciso esta purificação interior de nos esvaziarmos totalmente, deitar tudo fora, para recomeçar a preencher de uma forma mais feliz através da presença de Deus”, concretizou.

À tarde, abordou concretamente o tema do recolhimento e da interiorização para explicar que, em oração, entrar dentro de si próprio não é estar sozinho. “É estar sempre com Cristo porque a oração nunca existe individualmente mas é sempre uma questão de dois”, sustentou.

No domingo, com base na doutrina de Santa Teresa, aludiu aos “quatro momentos da oração” como os “quatro modos de regar o horto”, uma dinâmica utilizada por aquela “doutora da Igreja”. “O horto é a pessoa e é preciso tratar a pessoa para colher frutos”, afirmou, lembrando que, para ter frutos, é preciso primeiro “trabalhar a terra, regar e contemplar as flores”.

O encontro de formação terminou com a eucaristia, às 12h.

Samuel Mendonça

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