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"É inadmissível e não faz qualquer sentido que um grupo de trabalho para reorganizar os hospitais do Algarve não inclua os enfermeiros", disse hoje à agência Lusa Nuno Manjua, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses do Algarve.

A constituição do grupo de trabalho que tem como missão definir as linhas de orientação estratégica do CHA foi determinada pelo presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, Martins dos Santos.

De acordo com o documento da ARS, a que a Lusa teve acesso, o grupo é constituído por cinco economistas, quatro médicos e uma administradora hospitalar, que vão reorganizar as áreas assistencial, apoio clínico, logística e apoio geral.

Para o SEP, "não há qualquer justificação plausível para que não tivesse sido incluído nenhum enfermeiro na constituição deste grupo de trabalho, tanto mais quando há vários que detêm formação em gestão e administração hospitalar".

Nuno Manjua acrescentou que os enfermeiros "não foram, uma vez mais, tidos nem achados na organização e orientação estratégica dos serviços, o que, obviamente, trará consequências ao nível do funcionamento e da prestação de cuidados de saúde".

"Então isto faz sentido na cabeça de quem, não contar com o grupo profissional dos enfermeiros nas instituições de saúde?", questionou o sindicalista.

O SEP exige que "esta falha grave seja corrigida, integrando no grupo de trabalho pelo menos um enfermeiro de cada uma das unidades hospitalares de Faro, Portimão e de Lagos”.

Lusa

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