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Entrada secundária do Parque Ribeirinho de Faro foi destruída por proprietário de terreno

Ponte_parque_ribeirinho_destruidaUm acesso pedonal secundário do Parque Ribeirinho de Faro, inaugurado no domingo, foi destruído pelo proprietário do terreno, que assim pretende impedir a passagem até que o município o compre, disse o presidente da Câmara de Faro.

A passagem em causa está localizada a poente do Parque Ribeirinho e serve principalmente a freguesia do Montenegro. Apesar desta situação, o acesso ao Parque está garantido pela entrada principal localizada junto ao Teatro Municipal de Faro, explicou o autarca Rogério Bacalhau.

O autarca contou que a autarquia tem estado em negociações com o proprietário, que pede o dobro do valor da avaliação da autarquia, situação que tem dificultado o negócio.

“O acordo ainda não foi possível”, disse Rogério Bacalhau que se escusou a comentar as ações do proprietário do terreno que já é utilizado informalmente como passagem há pelo menos duas décadas.

As negociações vão continuar mas o presidente da Câmara de Faro admitiu que, a manter-se o diferendo, poderá dar início a um processo de expropriação.

Ineuguracao_parque_ribeirinho_faro (1)O Parque Ribeirinho de Faro foi inaugurado no último domingo após um investimento total superior a 2,8 milhões de euros e foi construído no âmbito do Programa Polis Litoral Ria Formosa – requalificação e valorização da Orla Costeira, explicou à Lusa fonte da autarquia.

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As obras permitiram a construção de vias cicláveis e pedestres, zonas de descanso, zonas de contemplação, um anfiteatro ao ar livre com capacidade pra 250 pessoas, um parque de recreio e lazer e um parque de estacionamento cuja vista panorâmica é a paisagem protegida da Ria Formosa.

O parque, que ocupa uma área de 16 hectares, entre o Teatro das Figuras e as Pontes de Marchil, começou a ser pensado há 20 anos e chegou a ser colocada iluminação e algum mobiliário, mas o projeto foi abandonado e o espaço vandalizado, tendo a atual obra arrancado em fevereiro do ano passado.

A autarquia não prevê a recuperação do acesso danificado (com a destruição do pavimento) sem que o processo de aquisição esteja concluído.

Rogério Bacalhau apelou à utilização da entrada principal do Parque Ribeirinho, uma vez que enquanto aquela passagem secundária não for recuperada não estão garantidas as condições de segurança necessárias dada a sua proximidade da linha ferroviária.

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