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Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Faro explica que ninguém vai estar “impedido de se banhar na praia” mas, na sua opinião, na última quinzena de setembro e na primeira de junho não “se justifica segurança na praia”, porque as crianças ainda estão em período escolar.

“A medida não passa pela poupança, nem é economicista, mas sim operacional, porque o grau de utilização nos primeiros dias de junho e nos últimos de setembro não justifica um alargamento da época balnear em Faro”, reitera o autarca farense.

A proposta da Câmara ainda não chegou, todavia, à Autoridade Marítima do Sul, adiantou à Lusa, Marques Ferreira, comandante da Capitania de Faro.

"Ainda não foi solicitado oficialmente a redução da época balnear", disse Marques Ferreira, defendendo que as "praias deviam ser vigiadas no maior período possível, mas que não faz sentido fazer vigilância em praias desertas".

A época balnear deste ano nas praias da capital algarvia e a vigilância, segundo proposta de Macário Correia, começa 15 de junho e termina a 15 de setembro, ou seja há um encurtamento de um mês da vigilância nos areais, em relação ao período normal da época balnear que vai de 01 de junho a 30 de setembro, salvo indicação diferente das autarquias.

Para o presidente da Associação Humanitária de nadadores-Salvadores de Faro(AHNSF), Vítor Boniche, é “de mau tom reduzir-se a época balnear na capital algarvia, enquanto que outros municípios algarvios dilatam os prazos da época balnear e defendem o investimento”.

Para o presidente da AHNSF encurtar a segurança é colocar em risco mais vidas, além de prejudicar a restauração, concessionários e os próprios transportes do concelho, nomeadamente as carreiras e comboio turístico.

As praias de banhos, oficialmente designadas por portaria governamental, têm de ter no mínimo dois nadadores-salvadores por frente de mar, ou um por cada 50 metros, nos casos de praias com mais de 100 metros de comprimento.

Em 2009, por exemplo, 36 concelhos fixaram um período menor para a sua época balnear, aproveitando uma possibilidade prevista na legislação.

Lusa

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