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Os objetos encontrados, em maior número nesta campanha, confirmaram a cronologia já estabelecida e correspondente ao período republicano romano. é dos monumentos romanos mais antigos no território português, tendo sido ocupado durante cerca de 100 anos, pensa-se por quatro gerações de indivíduos. Foi ainda identificada a parte superior de uma ânfora de tradição púnica, produzida na zona de Cádis, que foi reutilizada.

Nesta campanha arqueológica internacional, que uniu o Município de Alcoutim e a Universidade de Innsbruck, na áustria, a área de investigação estendeu-se até ao limite sul, onde a estrada municipal 507 destruiu a muralha exterior, provocando a derrocada e destruição parcial dos edifícios desta área funcional, situados no exterior do edifício principal. A intervenção concluiu que o edifício central, que contava com três andares em época romana, era constituído por um piso térreo (o único que se conserva), composto por áreas de circulação e acesso aos pisos superiores, e dois andares superiores, que estariam destinados ao espaço habitacional. Na parte exterior do edifício foram detectadas áreas de lareiras, para a zona funcional.

Segundo o Município de Alcoutim «os trabalhos, que contaram, tal como em anos precedentes, com a colaboração de jovens voluntários da Universidade do Algarve e voluntários da Associação de Arqueólogos do Algarve, contribuíram com dados que irão aprofundar o conhecimento científico deste tipo de monumento romano, incipientemente conhecido. A investigação, que se seguirá nos próximos meses, irá permitir divulgar publicamente o edifício romano do séc. II / I a. C., que se ergueria majestático e sobranceiro ao Guadiana, impondo do alto de um cerro xistoso os seus dez metros de altura, protegidos por imponentes muralhas.»

Lúcia Costa

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