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Foto © Samuel Mendonça

O Centro Educativo e Cultural Luso-Ucraniano de Faro “Escola Taras Shevtchenko” celebrou no passado sábado o seu 10º aniversário e quis homenagear a Igreja Católica por todo o apoio prestado nos últimos 14 anos aos imigrantes ucranianos que vieram para o Algarve, na sua grande maioria católicos de rito bizantino também conhecidos por greco-católicos.

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O padre Oleg Trushko com Natalia Dmytruk – Foto © Samuel Mendonça

“A Igreja Católica portuguesa sempre nos apoiou”, afirmou Natalia Dmytruk, diretora daquela escola ucraniana, na festa que teve lugar em Faro na sede da delegação regional de Faro do Instituto Português do Desporto e Juventude, lembrando o acolhimento do padre António da Rocha, pároco da paróquia de São Luís de Faro, aos primeiros imigrantes ucranianos que começaram a chegar ao Algarve em 2001.

“Foi exatamente na igreja de São Luís de Faro que começámos a reunir a nossa comunidade, a criar as nossas associações e a escola ucraniana”, frisou aquela responsável que lembrou também o contributo da irmã Isilda Soares, da congregação das irmãs Missionárias Reparadoras do Sagrado Coração de Jesus. “Sempre foi uma espécie de anjo da guarda para toda a comunidade e um forte apoio para as famílias ucranianas, para a Associação dos Ucranianos do Algarve e para a escola ucraniana”, sustentou.

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A irmã Isilda Soares com Natalia Dmytruk – Foto © Samuel Mendonça

Natalia Dmytruk lembrou os professores reformados que na paróquia de São Luís ajudaram o pároco, padre António da Rocha, a criar o ensino do português para os primeiros imigrantes ucranianos. “A paróquia de São Luís sempre apoiou, ajudou e até salvou alguns de nós em momentos de doença e de problemas económicos”, reconheceu, na entrega de um diploma a uma professora aposentada daquela comunidade paroquial.

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Foto © Samuel Mendonça

Ao Folha do Domingo, Natalia Dmytruk, que fez memória da primeira missa para os ucranianos celebrada na igreja de São Francisco em Faro e do apoio dos frades franciscanos, lembrou ainda o pedido do então bispo do Algarve, D. Manuel Madureira Dias, à Igreja ucraniana para que enviasse um assistente espiritual para o Algarve, após uma audiência com um grupo de imigrantes. “Um outro grupo, do qual eu fazia parte, sem saber desta iniciativa, fez também um pedido idêntico ao bispo ucraniano na mesma altura e em 2003 veio o padre Nicolai”, recordou, sublinhando não só a colaboração do agora bispo emérito, mas também a do atual bispo do Algarve, D. Manuel Quintas.

Natalia Dmytruk destacou o acolhimento e disponibilidade da Igreja Católica algarvia desde a primeira hora na cedência dos seus templos para o culto, segundo o rito bizantino, celebrado pelos cristãos orientais. “Uma caraterística semelhante entre as duas comunidades, portuguesa e ucraniana, é a forte espiritualidade e a grande fé em Deus”, considerou.

A festa de sábado homenageou ainda o padre Oleg Trushko, atual assistente espiritual dos ucranianos no Algarve e responsável pelas comunidades greco-católicas de Albufeira, Faro, Portimão, São Brás de Alportel, Tavira e Vila Real de Santo António.

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