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Nos dois únicos hospitais da região a luta contra o congelamento salarial não está a ser significativa.

Algumas escolas do barlavento estão fechadas e as que estão a funcionar apresentam dificuldades ao nível de recursos humanos. Também em Faro, dezenas de alunos estavam sem aulas na escola Tomás Cabreira e o Liceu João de deus encerrou mesmo as portas.

Em Vila Real de St.º António, o Centro de Saúde tem as portas abertas, mas não há consultas devido à ausência de funcionários administrativos e corpo médico. As enfermeiras que estavam ao serviço reencaminhavam os doentes mais necessitados para o serviço de urgência, constatou a Lusa no local.

A repartição das finanças de Vila Real de St.º António está hoje totalmente encerrada, com um aviso do sindicato dos trabalhadores dos impostos a indicar que estão em greve dia 04.

No Hospital Central de Faro os serviços mínimos foram assegurados durante a noite, mas nos serviços administrativos a adesão à greve está a ser elevada. No Hospital Central do Barlavento Algarvio a adesão nas primeiras horas de greve não foi significativa e os serviços mínimos foram igualmente assegurados, contaram à Lusa fontes hospitalares.

Na Loja do Cidadão de Faro a normalidade era visível nas primeiras horas da manhã, com poucos funcionários a aderir à greve geral da Função Pública, disse à Lusa o segurança de serviço.

A situação de normalidade era semelhante numa das Unidades de Saúde Familiar de Faro, onde só deverá aderir à greve um enfermeiro naquele serviço, adiantou à Lusa uma funcionária do setor administrativo, argumentando que um dia sem receber é um abalo no ordenado.

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (CGTP), a Frente Sindical da Administração Pública (UGT) e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado marcaram esta greve contra o congelamento salarial, o agravamento das penalizações das reformas antecipadas, questões relacionadas com as carreiras e com o sistema de avaliação.

Os sindicatos suspenderam a paralisação na região autónoma da Madeira para facilitar os esforços que estão a ser feitos para que a vida na ilha volte à normalidade, após o temporal de 20 de fevereiro.

A última greve convocada pelas três estruturas sindicais realizou-se a 30 de novembro de 2007 contra a imposição de um aumento salarial de 2,1 por cento.

Lusa

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