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Assim, as direções dos Agrupamentos 413 de Ferragudo, 511 de Lagoa, 715 de Estombar, 1256 do Parchal, 1292 da Mexilhoeira da Carregação e 1331 – São Vicente, Marítimos de Carvoeiro, encetaram esforços e, após alguns encontros de preparação, levaram a efeito o 1º ACAGRUP´s (Acampamento inter-Agrupamentos do Concelho de Lagoa), que se realizou nas Fontes de Estômbar, nos passados dias 26 e 27 de março.

Estiveram presentes nas Fontes de Estômbar 250 escuteiros de todas as secções etárias, dos 6 aos 22 anos, acompanhados dos seus dirigentes, que viveram um fim de semana pleno de atividades lúdicas e educativas.

O campo começou a ser montado pelas 9 horas da manhã de sábado, dia 26. Às 11 horas, com a presença de diversas individualidades autárquicas, como o vice-presidente da Câmara Municipal de Lagoa e alguns presidentes de Juntas de Freguesia, teve lugar a cerimónia de abertura e o içar das bandeiras. À bênção do campo, pelo padre José Nunes, assistente dos agrupamentos de Lagoa e Carvoeiro, seguiu-se o “Jogo da Amizade”, tendo como base as cores do arco-íris e formadas por equipas verticais, de todos os agrupamentos.

Após o almoço e uma reunião geral de guias, a tarde foi ocupada com jogos por secções. Enquanto os Lobitos (escutas entre os 6 e os 10 anos) se detiveram em ateliers onde, entre outras coisas, aprenderam a fazer pão, Exploradores/Moços (escutas entre os 11 e os 13 anos), Pioneiros/Marinheiros (escutas entre os 14 e os 18 anos) e Caminheiros/Companheiros (escutas entre os 18 e os 22 anos) saíram do acampamento para explorar as vastas áreas circundantes e conhecer melhor as zonas de Estômbar. Jogos de pista, de carta e bússola, de mensagens codificadas e raide, marcaram a tarde das três secções. Ao fim da tarde, regressados às Fontes, realizou-se o jantar, confecionado em campo por cada secção.

O Fogo de Conselho animou e aqueceu a noite. Ao redor da fogueira, um grande serão, de união e partilha, à boa maneira escutista, superiormente orientado pelo chefe Joaquim, de Lagoa, primou por uma alargada participação e deliciou todos os presentes que, por imperativos da mudança da hora (que decorreu nessa noite), acabaram por ter menos uma hora de sono.

Mas essa situação em nada afetou a dinâmica do 1º ACAGRUP’s, com uma tolerância de meia hora para acordar. Ou seja, a habitual alvorada que, nos acampamentos escutistas é dada habitualmente às 7.30 h da manhã, passou para as 8 horas. Após as abluções matinais e a oração da manhã, iniciaram-se os jogos tradicionais escutistas, realizados pelas mesmas equipas verticais constituídas no sábado: “corrida às bilhas”, tiro ao arco, corrida dos “perna-longas”, duelo medieval, jogos medievais e “salvem a princesa”, foram grandes apostas que, de resto, foram ultrapassadas com grande eficiência pelos participantes, apesar do cariz medieval. Aliás, o ambiente medievo foi uma componente presente ao longo do acampamento, a começar pelo imaginário proposto: A Lenda das Amendoeiras em Flor. Foi ainda nesse imaginário que decorreu a confeção do almoço, (em concurso de culinária, por secções de cada agrupamento), em que o ingrediente obrigatório era a amêndoa do Algarve.

À tarde, após a desmontagem do campo, realizou-se a Eucaristia campal, presidida pelo padre domingos Fernandes, assistente dos agrupamentos de Estômbar, Parchal e Mexilhoeira da Carregação. Terminada a missa, teve lugar a distribuição dos prémios e, finalmente, a canção do adeus.

“O empenhamento dos agrupamentos foi enorme, a adesão foi surpreendente, ultrapassando todas as expectativas”, considera a organização, acrescentando que o ACAGRUP’s “foi uma excelente experiência escutista e que, certamente, terá continuidade”. “Neste acampamento fortaleceram-se laços de amizade e vigorou o espírito da fraternidade escutista. Não foi somente um acampamento, porque o CNE não faz campismo, promove a educação integral das crianças, adolescentes e jovens. Os acampamentos escutistas não são um fim a atingir, são um dos principais meios para a concretização das finalidades educativas do movimento, proporcionando, através da prática escutista, a progressão em diversas áreas de desenvolvimento da criança, do adolescente e do jovem, de acordo com a pedagogia do projeto do movimento, com vista à educação integral”, referem os organizadores.

Falcão da Atalaia
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