Breves
Inicio | Cultura | Espólio do Museu da Cortiça de Silves adquirido por privado e Fábrica do Inglês por CGD

Espólio do Museu da Cortiça de Silves adquirido por privado e Fábrica do Inglês por CGD

Museu_cortica_silvesOs edifícios desativados da Fábrica do Inglês, complexo que alberga o Museu da Cortiça de Silves, foram adquiridos pela Caixa Geral de Depósitos por 2,2 milhões de euros e o espólio do museu pelo Grupo Nogueira, por 36 mil euros, durante um leilão realizado na sexta-feira passada, em que a autarquia licitou, não conseguindo comprar o espólio do museu.

A comissão portuguesa do Conselho Internacional de Museus manifestou-se hoje apreensiva com a venda do edifício do museu da Cortiça de Silves e do seu espólio a duas entidades diferentes, em leilão público, apelando à clarificação do processo.

Em comunicado, o Conselho Internacional de Museus, ICOM Portugal, refere é importante esclarecer as implicações da nova situação do museu, criada pela separação entre o seu espaço físico (integrado no lote global do edifício da Fábrica do Inglês, classificado como de interesse municipal) e a sua coleção industrial (integrada num lote autónomo).

O ICOM quer ainda saber se o atual proprietário da coleção irá assegurar a manutenção do Museu da Cortiça, e de que forma o pretende fazer, “de modo a garantir as condições mínimas de gestão, de programação e de cumprimento das funções museológicas exigidas para a credibilidade e afirmação ética e deontológica enquanto museu”.

Construída sobre uma antiga fábrica de cortiça, a Fábrica do Inglês, complexo de animação turística fundado em 1999, albergava o Museu da Cortiça e espaços de restauração e espetáculos, mas faliu e desde há cinco anos que está abandonada, tendo sido alvo de furtos de cobre e de outro material.

Aquele que era considerado o principal museu de cortiça existente em Portugal chegou a ganhar o prémio de melhor museu industrial da Europa em 2001, ano em que recebeu mais de 100 mil visitantes.

O ICOM Portugal assegurou que está empenhado em contribuir para a melhor solução para o museu, esperando que volte a ser “um bom exemplo para a museologia portuguesa”.

No museu permanecem máquinas únicas no mundo e outros equipamentos que remontam ao período em que Silves era a capital nacional da indústria corticeira.

Verifique também

“Estuário” da algarvia Lídia Jorge vence XXIV Grande Prémio de Literatura DST

A escritora algarvia Lídia Jorge, natural de Boliqueime, é a vencedora do XXIV Grande Prémio …