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A cobrança deveria começar na sexta-feira, o que motivou a convocação de uma manifestação por parte de uma comissão de utentes da unidade, mas a data foi adiada para a próxima semana devido a questões de ordem técnica, adiantou a mesma fonte.

Em nota enviada à agência Lusa, a administração do hospital sublinha que o processo "não é novo" e que o estacionamento abusivo na instituição "é uma realidade", sobretudo pela sua localização estratégica, à entrada da cidade de Portimão.

Ao todo, o hospital possui 778 lugares de estacionamento, distribuídos por várias ruas e cinco parques, dos quais apenas um, com 289 lugares, será pago também para os funcionários da unidade.

A administração sublinhou que a estratégia de disciplinar e concessionar o parqueamento, em meio hospitalar, "não é uma ideia isolada e tem sido implementada em vários hospitais do país".

O hospital esclareceu ainda que o acesso à Urgência e às Consultas Externas é de acesso livre e gratuito, com um período de carência de 15 minutos para largar passageiros, sendo os 15 primeiros minutos de estacionamento gratuitos para o utente.

O pagamento é feito por frações de 15 minutos, que custam 10 cêntimos – o que perfaz 40 cêntimos por hora -, sendo o valor máximo diário de 9,60 euros.

Alguns utentes têm isenção de pagamento, como a equipa de voluntariado que presta trabalho no hospital, dadores de sangue e outros casos pontuais.

A concessão dos parques foi entregue a uma empresa selecionada através de um concurso público internacional, conclui a administração.

O Bloco de Esquerda de Portimão já se manifestou contra a medida, que classificou como um "roubo", e em comunicado adiantou que irá concertar ações de protesto em conjunto com o PCP.

Lusa

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