Pub

Em comunicado, a Associação Académica da Universidade do Algarve (AAUALG) informa que foi notificada pela fiscalização da Câmara de Faro com uma “segunda limitação aos horários da receção ao caloiro”, algo que vê com “espanto" e “total incredulidade”.

Segundo os estudantes, na segunda feira passada a Câmara de Faro emitiu uma licença para organização da “receção ao caloiro” com um horário menor do que aquele que estava acordado em anos passados com a autarquia.

O estabelecido inicialmente com o vereador da Juventude, Paulo Santos, previa que, durante a semana, o recinto fechasse às 03:00, que na sexta feira encerrasse às 04:00 e que no último dia do evento, no domingo, pudesse permanecer aberto até às 06:00, ainda segundo a associação académica. Mas quando foram buscar a licença de funcionamento, o horário, para surpresa dos estudantes, já era "menor", acrescenta.

Mais tarde, na noite de terça para quarta feira, cerca da meia noite, elementos da Câmara Municipal de Faro acompanhados por agentes da PSP, notificaram a Associação Académica da UALG sobre um novo limite de horários, que os obriga a encerrar o recinto todos os dias até às 02:00, dizem os estudantes.

“Somos completamente esmagados com nova alteração à licença de funcionamento da receção ao caloiro (…), obrigando-nos a fechar ainda mais cedo o recinto. Mais tarde fomos mesmo obrigados a terminar o nosso evento mais cedo, pressionados e cercados por agentes da Polícia de Intervenção, como se de bandidos nos tratássemos”, lê-se na nota.

A AAUALG tentou falar com o presidente da Câmara da Faro mas, segundo a mesma nota de imprensa, Macário Correia limitou-se a informar que não tinha nada a acrescentar, uma atitude que os estudantes consideram ser “desconsideração pelos 10 mil estudantes universitários” da cidade.

A AAUALG decidiu, face às decisões “sem qualquer diálogo” que “acarretam graves prejuízos” para a organização da Festa do Caloiro, realizar hoje uma concentração em frente à Câmara Municipal de Faro, agendada para as 14:00.

Lusa

Pub