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Estudantes universitários de medicina promovem saúde porta-a-porta em Albufeira

© Luís Forra/Lusa
© Luís Forra/Lusa

Cerca de 50 estudantes de medicina participaram na edição deste ano no “Med on Tour”, que durante quatro dias percorreu escolas, centros de dia, casas de idosos e locais de diversão noturna de Albufeira, em ações de sensibilização.

O projeto anual da Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM), em colaboração com as associações portuguesa de medicina, visa promover hábitos saudáveis e proporcionar aos futuros médicos um contato direto com as populações.

Várias equipas percorreram na semana passada alguns dos locais do barrocal algarvio onde vivem idosos isolados e realizaram testes de despiste de diabetes e medições da tensão arterial, informando também sobre cuidados básicos de saúde e de segurança no interior das habitações.

De acordo com Duarte Sequeira, um dos coordenadores do “Med on Tour”, o projeto visa atingir todas as faixas etárias, desde os mais pequenos, “para tirar o medo da bata branca, a educação sexual para os adolescentes, terminando nos idosos, com a sensibilização para um envelhecimento saudável”.

“Centramos também a nossa ação no projeto Aldeia Feliz, que no fundo é um porta-a-porta em aldeias mais remotas, onde a população tem menos acesso aos cuidados de saúde”, frisou Duarte Sequeira.

Na opinião do coordenador, este projeto, além de ser benéfico para as populações, é importante para os estudantes de medicina, “porque os voluntários levam ideias e a vontade de implementar coisas na comunidade e depois a experiência de como fazer”.

© Luís Forra/Lusa
© Luís Forra/Lusa

“Em termos de profissionalismo médico, é uma dinâmica que tem sido cada vez mais tratada, porque fortalece o contato e estimula os estudantes a ter mais calma e a saber falar com as pessoas”, sublinhou.

Victória de Matos, uma das estudantes de medicina que integram o projeto Aldeia Feliz, disse que “este contacto porta-porta é o que está a faltar, porque na prática clínica os médicos acabam por ter menos tempo para ouvir o doente”, na rotina habitual.

“Se temos um doente que tem de cumprir uma determinada terapêutica e se o médico não tem tempo adicional para explicar, pode levar ao incumprimento da medicação por parte do doente”, destacou.

Victória de Matos acrescentou que em Albufeira, ao contrário de determinadas zonas do país, encontrou poucos idosos com dificuldades nos acessos aos cuidados de saúde, mas, ainda assim, “as visitas resultaram na sensibilização e informação sobre determinados cuidados a ter”.

“Contudo, esta situação de acesso aos cuidados de saúde também é preocupante, porque as pessoas não entendem a importância dos rastreios e da atenção para a sua própria saúde”, sublinhou.

Os idosos que receberam a visita dos estudantes de medicina consideram a iniciativa positiva e importante para alertar para alguns problemas que desconheciam.

“Gostei do trabalho que fizeram. São muito simpáticos. Fiquei esclarecida e ao mesmo tempo avisaram-me para eu me tratar”, disse à reportagem da Lusa Maria Lucrécia Casimiro, moradora na zona de Paderne, em Albufeira, após terem sido detetados valores elevados de glicémia.

Maria Lucrécia acrescentou ser uma pessoa que costuma ir ao médico com frequência, contando com a presença quase permanente de familiares.

“Não sou uma pessoa que se sinta só. Tenho dois filhos, netos e noras adoráveis que me visitam quase diariamente. Já todos pudessem falar assim”, concluiu.

No próximo ano será escolhida uma outra região do país para as ações de sensibilizar da população.

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