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O 3º trimestre de 2011 (Julho, Agosto e Setembro) não fugiu à tendência económica que a região algarvia viveu no último ano.

Vamos a números.

O crédito concedido às Famílias residentes no Algarve era, em finais de Setembro, equivalente a 94,8% da riqueza gerada na região em 2010, ano em que o PIB atingiu 7.381 milhões de euros (dados provisórios, INE).

Os valores dos empréstimos no final do trimestre evidenciam uma diminuição de 1,2% no montante de crédito concedido, face ao 3º trimestre do ano anterior. No caso do crédito à habitação, que representa quase 78% do crédito concedido às Famílias, a situação manteve-se praticamente inalterada, mas no crédito ao consumo e outros fins registou-se uma quebra de 4,9%, em termos homólogos.

Cerca de 59% da população adulta residente na região detinha algum tipo de empréstimo junto de entidades financeiras e cada mutuário devia, em média, 34.200€. Aquela proporção baixa para 29,2%, aumentando o valor médio em dívida para 53.655€, se se considerar apenas o universo dos empréstimos à habitação.

O incumprimento dos compromissos bancários das Famílias da região aumentou ligeiramente em relação ao ano anterior. No final do 3º trimestre o crédito vencido representava 3,5% do crédito concedido. Este rácio é inferior no crédito à habitação (1,6%), mas ascende a cerca de 10% quando se trata de empréstimos para consumo ou outros fins.

O chamado crédito “malparado” é mais relevante no sector empresarial. De facto, 10,3% do crédito concedido às sociedades com sede na região não foi pago atempadamente, sendo este valor o mais elevado das regiões portuguesas e o que mais aumentou em termos homólogos.

Na construção manteve-se a tendência de retracção, enquanto na hotelaria os indicadores revelam uma evolução positiva, ainda que menos intensa do que nos meses de Julho a Setembro de 2010. A época alta da actividade turística contribuiu, naturalmente, para um maior dinamismo do mercado de trabalho, mas os níveis de desemprego continuam a ser preocupantes, e a respectiva taxa (13,3%) situou-se acima da média nacional.

Pedro Silva

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