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ETAR de Faro-Olhão concluída em 2018 após investimento de 21 milhões de euros

primeira_pedra_etar_faro_olhaoA Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Faro-Olhão, que hoje teve a sua primeira pedra lançada pelo secretário de Estado do Ambiente, vai estar em funcionamento em 2018, após um investimento de 21 milhões de euros.

A ETAR vai servir os concelhos de Faro, Olhão e São Brás de Alportel, no Algarve, e vai permitir uma maior capacidade de tratamento de resíduos e conferir maior qualidade às águas tratadas, posteriormente são libertadas para a ria Formosa.

O presidente da Águas do Algarve, Joaquim Peres, explicou que a nova ETAR vai funcionar com um sistema inovador que permite instalações de menor dimensão mas com alta capacidade de tratamento, a par de uma economia energética e de uma redução das emissões de carbono.

Este tratamento biológico, designado por Nereda, vai ser aplicado pela primeira vez num projeto de raiz em Portugal e foi apontado durante a cerimónia de hoje como um novo paradigma na construção de ETAR.

O investimento inclui ainda a construção do sistema elevatório de Olhão e Faro e é cofinanciado em 85% pelo Fundo de Coesão, no âmbito do Programa Operacional Temático Sustentabilidade e Eficiência no Isso de Recursos (POSEUR, de fundos comunitários).

A ETAR Faro-Olhão vai substituir a ETAR de Faro Nascente, que tinha um sistema de tratamento mais rudimentar e, segundo o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Manuel Martins, “dependia muita da natureza”, dando pouca possibilidade de intervenção humana.

“Se houvesse uma situação mais conturbada, havia poucos mecanismos para responder rapidamente a essas circunstâncias”, observou Carlos Manuel Martins.

O novo sistema “é um processo muito industrializado em que, quer pela via física como pela química e mecânica, há uma capacidade de intervenção humana para em momento próprio corrigir alguma situação, nomeadamente uma situação típica no Algarve que é a sazonalidade [turística]”, acrescentou o responsável.

A nova ETAR vai permitir ainda instalar soluções para a produção de energia através de painéis solares e da produção de lamas, que vão permitir controlar o consumo energético.

Segundo Carlos Manuel Martins, seria desejável que a solução pudesse ser usada numa futura frota elétrica da Águas do Algarve.

Juntamente com a ETAR da Companheira, no concelho de Portimão, a ETAR de Faro-Olhão é uma das obras de maior envergadura para os próximos anos na área do tratamento de águas residuais no Algarve.

Juntas, totalizam um investimento superior a 30 milhões de euros.

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