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Eucaristia em Quarteira assinalou o Dia da Mulher Cabo-Verdiana

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O Dia da Mulher Cabo-Verdiana foi assinalado no passado domingo, 31 de Março, com a celebração de uma missa na igreja de São Pedro do Mar, em Quarteira, presidida pelo vigário geral da Diocese do Algarve, também ele cabo-verdiano.

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Na eucaristia, o cónego Carlos César Chantre lembrou que o dia visou “sublinhar o papel da mulher no concerto da natureza”, acrescentando que a mulher cabo-verdiana quis “estender este dia especial a todas as mulheres de todas as culturas”. “Um país tão pequenino, tão pobre, quer abraçar o mundo inteiro. Quando as cabo-verdianas querem celebrar o dia da mulher, necessariamente que os outros povos estão incluídos”, afirmou na celebração que contou com uma representação da embaixada de Cabo Verde em Portugal e de representantes de outras nacionalidades.

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O sacerdote lembrou que “a mulher é a «arca» onde se deposita a semente que dá origem à multiplicação da espécie”. “Se alguém, um dia, desrespeitou esta arca, desrespeitou a natureza, desrespeitou a espécie e desrespeitou Deus”, considerou, acrescentando que “a mulher é em si mesma, não o verso do poema, mas o poema”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O cónego César Chantre disse ainda aos seus conterrâneos que “não podem jamais em tempo algum permitir que outras culturas façam desaparecer a sua cultura, porque sem a cultura cabo-verdiana o mundo ficaria mais pobre”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O sacerdote disse então aos presentes que são os “novos missionários”. “E qual é a missão? É dizer a todos que somos filhos do mesmo Deus”, sustentou, reforçando que “a maioria esmagadora do planeta acredita em Deus”. “Porque é que nos deixamos subjugar? Porque é que temos quase vergonha de ser o que somos? Não pode ser”, acrescentou.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Aquela iniciativa foi promovida pela Associação de Mulheres Cabo-Verdianas na Diáspora em Portugal, com o apoio da Câmara Municipal de Loulé, no âmbito de outras atividades que tiveram lugar naquela cidade, como o IV Encontro de Batucadeiras da Diáspora em Portugal.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Este encontro visou a promoção do batuque (batuku), género musical que é provavelmente o mais antigo de Cabo Verde, possibilitando o encontro de vários grupos de batucadeiras e a promoção do papel da mulher na cultura, na religião e na gastronomia.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

No final da celebração, com cânticos em crioulo do Grupo Coral da Capelania Africana, o cónego César Chantre lembrou que as batucadeiras são uma expressão cabo-verdiana, particularmente da ilha de Santiago, que “durante muitos anos esteve proibida” e pediu-lhes para fazerem uma breve demonstração.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Na eucaristia esteve presente uma imagem de Nossa Senhora da Alegria oferecida pelo pároco de Quarteira à Associação de Mulheres Cabo-Verdianas na Diáspora.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

As atividades tiveram início logo no sábado, 30 de março, com a homenagem a todas as cabo-verdianas numa cerimónia no Hotel Dom José, com muita música e também moda.

No domingo, depois da missa, realizou-se um almoço tradicional com cachupa e outros pratos típicos de Cabo Verde. Ao longo da tarde decorreram várias iniciativas integradas no IV Encontro de Batucadeiras da Diáspora em Portugal: atividade cultural, desfile de moda, atuação de grupos de batucadeiras, atuação da orquestra de batucadeiras, grupos de danças e atuação de artistas convidados.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Refira-se que o batuque (batuku ou batuk, em crioulo cabo-verdiano) é um género musical, um património cultural e, também um género de dança de Cabo Verde. A expressão musical-coreográfica ‘batuque’ é encontrada na ilha de Santiago, com características padrão, desde o século XVIII, sendo provavelmente o género mais antigo de Cabo Verde.

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