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A mostra, inaugurada no passado dia 3 de agosto, é composta por três momentos. Apresenta ao visitante a cidade de Faro de meados do século XVIII, o clima e ambiência que se respirava na altura. Depois revela-lhe o protagonista D. Francisco Gomes do Avelar, bispo do Algarve entre 1789 e 1816, por exemplo através de alguns exemplares de pintura, cuja encomenda foi da sua responsabilidade. E por fim, mostra-lhe quem foi Francesco Fabri, o arquitecto genovês ao serviço de D. Francisco Gomes do Avelar durante o seu episcopado, e o Arco da Vila.

“Mais do que celebrar a efeméride sobre aquele que é considerado o ex-líbris da cidade de Faro, a exposição presta uma homenagem, singela a duas grandes figuras dos finais do século XVIII/início do século XIX e que foram os agentes precursores do Neoclassicismo no Algarve”, explica o Museu Municipal de Faro, entidade organizadora que contou ainda com o apoio da Diocese do Algarve, da Santa Casa da Misericórdia de Faro, da paróquia de São Pedro de Faro, da Ordem Terceira do Monte do Carmo de Faro e da Fundação Oriente.

A mostra é composta por peças de escultura e pintura, assim como por gravuras e documentos, não só propriedade da Igreja algarvia – concretamente do Paço Episcopal de Faro, da paróquia de São Pedro, da Ordem Terceira do Carmo, da Santa Casa da Misericórdia de Faro e do Seminário de São José – mas também do Museu Municipal de Faro, da Biblioteca Nacional de Portugal e da Fundação Oriente.

Entre outras obras, destaque para a imagem de Santa Ana, mãe da Virgem Maria ensinando-a a ler, uma peça do século XVIII, da paróquia de São Pedro, ou para uma pintura circular (“tondo”) da Sagrada Família com João Batista, datada dos princípios do século XIX, propriedade do Paço Episcopal de Faro.

Aberta ao público até dia 20 de janeiro de 2013, a exposição pode ser visitada de terça a sexta-feira, entre as 10 e as 19h (18h a partir de outubro), e aos sábados e domingos, entre as 11.30h e as 18h (17h a partir de outubro). Os ingressos são gratuitos para crianças até aos 12 anos e custam um euro para adultos, 50 cêntimos para professores, estudantes, reformados e jovens e 2,50 euros para famílias.

Samuel Mendonça
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