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As 20 imagens inéditas que retratam o processo e a equipa de filmagem que durante quatro anos acompanhou o dia a dia do Prémio Nobel da Literatura integram a homenagem da câmara de Portimão ao escritor português, a decorrer no Teatro Municipal da cidade.

“É quase uma espécie de ‘makink off’ versão fotografia, que é apresentado pela primeira vez”, observou Miguel Gonçalves Mendes, o realizador de “José e Pilar”, que presidiu à inauguração da exposição, na ausência da autora.

“Os trabalhos não pretendem retratar a vida de Saramago, mas a visão da Susana e os momentos vividos durante parte da rodagem do documentário”, explicou.

“É uma exposição fantástica, porque há determinados pormenores que são tão mágicos que a imagem em movimento não permite dá-los”, salientou o realizador, acrescentando que “nesse sentido a fotografia ganha ao cinema”.

Miguel Gonçalves Mendes classifica os trabalhos como “incríveis”, porque captam o momento em que “algo de mágico está a acontecer entre a equipa de filmagem e os protagonistas”.

O realizador do documentário intimista “José e Pilar” não esconde a sua admiração pelo Prémio Nobel da Literatura e descreve a homenagem de Portimão como “das mais bonitas que alguma vez foram feitas” em Portugal. “É de facto notável este tributo a José Saramago”, realçou.

Miguel Gonçalves Mendes manifestou-se ainda “orgulhoso e feliz” pela permanência em exibição do seu documentário sobre o escritor e a sua mulher.

“Não é normal que um documentário português esteja há tanto tempo em sala. Já lá vão 12 semanas, o que para a média do cinema português é bastante tempo”, concluiu.

A exposição integra a homenagem ao escritor e Prémio Nobel da Literatura,a decorrer desde o dia 02 de fevereiro no TEMPO – Teatro Municipal de Portimão, encerrando hoje, às 21:30, com um concerto pela Orquestra do Algarve.

Folha do Domingo/Lusa

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