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Fado e guitarra portuguesa apresentados aos turistas que chegam a Faro

© Luís Forra/Lusa
© Luís Forra/Lusa

Centenas de turistas estrangeiros de férias no Algarve estão conhecer pela primeira vez na vida o fado e a guitarra portuguesa, porque um músico decidiu pôr na rota turística da “Cidade Velha” de Faro recitais diários.

“Foi a primeira vez que ouvi fado na minha vida e que vi uma guitarra portuguesa. Amei”, disse à Lusa Ashley Blankenship, 21 anos, do Alabama, nos Estados Unidos da América, que toca violino e guitarra clássica e “ficou desarmada” depois de ouvir tocar os ‘Verdes Anos’, de Carlos Paredes, pela mão do músico João Cuña, numa sala contígua ao antigo Museu do Brinquedo.

A passar férias no Algarve, em Vilamoura, a família norte-americana Blankenship decidiu visitar este fim de semana a capital algarvia e, no posto de turismo de Faro, foi-lhes recomendado ouvirem um concerto de fado, classificado em 2011, pela UNESCO, Património Imaterial da Humanidade.

Phil, Heidi e Ashley disseram à Lusa que nunca tinham tido contacto com o fado, e muito menos com uma guitarra portuguesa, e que adoraram a experiência.

“Foi excelente o recital. Já conhecia o flamenco quando estivemos em Espanha, mas o fado não conhecíamos e adorámos a forma sentimental como se toca o fado”, explicou Phil, que escolheu o Algarve para passar férias por causa do bom tempo.

Também Rodolfo Quiring, alemão, 79 anos, e Margreet Kooten, holandesa, de 72 anos, ficaram admirados com a “combinação de sons” e o sentimento que brota da guitarra portuguesa, que desconheciam a existência.

Chegam da Rússia, Canadá, China, Dinamarca, Austrália, Inglaterra, Alemanha, Bélgica, França, Espanha. São mais de 30 nacionalidades diferentes, os turistas que vêm ouvir fado de Coimbra e de Lisboa e que assinaram presença no livro de memórias do músico e compositor João Cuña.

João Cuña, 43 anos, que lança este domingo, em Faro, “Novos Sons da Cidade Velha”, o seu primeiro registo discográfico a solo com composições originais e temas representativos da identidade cultural portuguesa, contou à Lusa que a ideia de fazer recitais de fado diariamente arrancou em agosto de 2012 e que desde essa altura faz sessões três vezes por dia na Galeria Arco, na Vila-Adentro”.

“O Algarve é a melhor região de Portugal, porque é um portal de entrada de turistas de todo o mundo, para fazer um verdadeiro tributo à guitarra portuguesa, explica João Cuña, que em 2010 organizou o 1.ª Festival de Guitarra Portuguesa no Algarve, e que além de tocar fado, explica a origem deste estilo musical com a ajuda de um vídeo legendado em inglês.

O fado de Lisboa, o fado de Coimbra, a Amália Rodrigues e Marisa, os vários modelos da guitarra portuguesa ou os grandes mestres como Carlos Paredes, Pedro Caldeira Cabral, Alfredo Marceneiro ou Armandinho, entre outros, são algumas da perspetivas que João Cuña revela durante o recital.

Os recitais têm uma duração de cerca de meia hora e o ingresso é de cinco euros.

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