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O padre Ramiro dos Santos Ferreira, sacerdote da congregação do Santíssimo Redentor (redentorista), que foi pároco das paróquias de Barão de São João, Bensafrim e Luz de Lagos, faleceu no passado mês de abril.

O sacerdote, de 85 anos, faleceu no dia 2 de abril nos Cuidados Continuados da Santa Casa da Misericórdia de Castelo Branco e funeral realizou-se no dia seguinte, tendo o corpo sido sepultado no cemitério de Castelo Branco.

O padre Ramiro Ferreira, era natural da freguesia de São Cosme, Gondomar, onde nasceu a 5 de julho de 1934.

Cursou contabilidade na Escola Comercial de Gondomar e chegou a trabalhar durante alguns meses no Tribunal do Trabalho do Porto. Passou depois para uma empresa de importação de madeiras, onde chegou a responsável máximo.

Pertenceu à Juventude da Ação Católica no Porto, tendo sido durante seis anos responsável por aquele movimento, sob a orientação de D. António Ferreira Gomes, então bispo do Porto.

Um dia optou por deixar a vida que levava e iniciou um estágio de seis meses na comunidade redentorista de Vila Nova de Gaia. Estudou depois filosofia e teologia em Espanha, na cidade de Valladolid, durante oito anos, e o sonho de ser missionário era algo que acalentava.

De regresso a Portugal, ainda antes de ser ordenado, trabalhou na comunidade redentorista em Lisboa, dedicando-se ao catecumenado e completando estudos na Universidade Católica Portuguesa.

No dia 2 de agosto de 1969 foi ordenado na Sé do Porto por D. António Ferreira Gomes. Em janeiro do ano seguinte seguiu para Angola com diversas missões, entre elas, a gestão do Hospital Missionário do Vouga (Silva Porto – Bié), com quatrocentas camas.

Nos conturbados tempos após descolonização chegou a ser detido alguns meses por forças da UNITA, juntamente com outros missionários.

Cansado e já doente regressou a Portugal, para a comunidade redentorista de Castelo Branco. Para além de outros serviços pastorais, foi depois nomeado assistente religioso do estabelecimento prisional albicastrense.

Veio para o Algarve na segunda metade da década de 1990, tendo sido nomeado pároco das paróquias já referidas, serviço que desempenhou até 2002, impedido de continuar por alguns problemas de saúde.

Mais recuperado, regressou em 2005 à comunidade algarvia redentorista responsável pelas paróquias de Barão de São João, Barão de São Miguel, Bensafrim, Budens, Luz de Lagos e Santa Maria de Lagos, onde se manteve até 2012, altura em que regressou à Diocese de Portalegre – Castelo Branco. Atualmente pertencia à comunidade que servia a paróquia de Nossa Senhora de Fátima, em Castelo Branco.

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