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Desidério Silva falava aos jornalistas à margem do III Seminário Ibérico de Estacionamento, que decorre em Albufeira até sexta feira sob o tema “A cidade possível” e é organizado em pareceria por associações portuguesas e espanholas.

Em Albufeira, cuja população no verão aumenta de 60 para 400 mil, a ocupação nos dois parques cobertos da cidade (que totalizam cerca de 800 lugares) é total na época alta, mas cai abruptamente no resto do ano.

“Existem aqui dificuldades na construção e rentabilidade de parques de estacionamento”, admite o autarca, sublinhando que isso se deve, em parte, ao facto de os condutores apenas recorrem a estes espaços em “último caso”.

Segundo Desidério Silva, ainda está muito prevalecente entre os algarvios a cultura de que os parques só se usam “em caso de emergência”, o que não acontece tanto em grandes cidades como Porto e Lisboa onde a rotação de carros é muito superior.

O autarca frisa que é “muito difícil” para os empresários investir em parques cobertos em cidades sazonais – como Albufeira ou Portimão -, onde existe uma grande “alternância” em termos de procura.

A obra de um terceiro parque de estacionamento em Albufeira, com capacidade para 460 carros e que estava a ser construído à entrada da cidade, foi recentemente suspensa devido à falência da empresa responsável pela empreitada.

Apesar de ter sido lançado novo concurso para a construção e exploração do espaço e de cerca de 14 empresas terem manifestado interesse, nenhuma apresentou proposta, referiu Desidério Silva.

“No parque que temos com 540 lugares a ocupação deve andar por estes dias nos 100 ou 150 carros”, diz o autarca, observando que com este volume de rentabilidade “só daqui a vinte anos é que o parque fica pago”.

Lusa

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