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© Samuel Mendonça
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Os participantes na Jornada Pastoral da Família que se realizou no último sábado na paróquia de São Luís, em Faro, consideraram que é urgente um maior apoio espiritual às famílias.

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No encontro, promovido para as famílias das paróquias que constituem a vigararia de Faro (concelhos de Faro, São Brás de Alportel, Olhão e a paróquia de Santa Catarina da Fonte do Bispo) e subordinado ao tema “Em família, chamados à Santidade”, foi evidenciada a importância da orientação prestada por parte dos sacerdotes, mas também de um apoio espiritual recíproco, assegurado pelas próprias famílias umas às outras.

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“Isto é mais importante do que ter um ativismo pastoral muito dinâmico. Às vezes há um grande ativismo pastoral mas depois não se reverte em muito apoio efetivo”, evidenciava a porta-voz de um dos dois grupos de trabalho, pedindo que os sacerdotes tenham “mais tempo para ouvir”, de forma a que não estejam tão sobrecarregados com “tanta coisa que lhes tira essa capacidade de acolher”.

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Nesse sentido foi valorizada a importância de espaços de encontro mais informais onde as famílias possam “criar relação” entre si. “Depois de essa relação estar criada, abre-se espaço para outras discussões e partilhas”, acrescentava-se, apontando-se como importante a reflexão sobre os “diferentes tipos de família”.

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A jornada de sábado, anunciada como um encontro para as famílias das paróquias da vigararia de Faro, surgiu na sequência do encontro do ano passado, realizado no contexto do programa pastoral de 2013/2014 que deu “particular atenção” à Pastoral da Família. “As pessoas manifestaram desejo que houvesse alguma continuação dessa atividade”, começou por explicar no sábado o padre António da Rocha, membro da equipa vicarial organizadora.

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Contudo, o encontro acabou por não alcançar a representatividade vicarial pretendida por causa da fraca adesão, tendo participado apenas cerca de 30 pessoas e na sua grande maioria da cidade de Faro.

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A jornada propôs aos presentes a reflexão de cinco perguntas que procuraram aferir em que consiste, hoje, a santidade no âmbito familiar; quais os maiores obstáculos na resposta a esse apelo e como superá-los; que propostas para ações a realizar a nível paroquial e diocesano; e quais as maiores inquietações que gostariam de ver respondidas.

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Para além dos aspetos já referidos, os participantes consideraram que é “mais difícil alcançar a santidade hoje”. “A maior informação que temos hoje não nos dá santidade”, considerou-se, apontando-se como principal obstáculo a “forma de organização da sociedade” que “não facilita e não promove as vivências em família”. “Hoje em dia, a vida está tão difícil e complicada que já quase não se consegue ser família, quanto mais família cristã”, frisou-se, lamentando-se haver “mais atividade e mais solicitações”, “horários de trabalho que nem sempre são compatíveis com a vida em família”, “refeições em que não conseguem estar todos juntos” e a “valorização do consumismo”. “É muito difícil gerir o tempo com tantas solicitações que temos”, constatou-se, lamentando-se “o facto de as famílias estarem dispersas”.

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Em vista à superação destas dificuldades sugeriu-se que se priorize as “questões da fé na educação”. “Aqui o papel dos pais é muito importante para não se demitirem e serem conscientes da importância que dão a esse vetor”, complementou-se, acrescentando-se a importância do vínculo a uma paróquia ou comunidade.

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Destacou-se ainda a importância da oração e do diálogo em família, bem como da gestão do tempo em benefício familiar e da valorização de “alguns costumes” legados por anteriores gerações. “Definir prioridades e valorizar atividades” que propiciam crescimento espiritual e vivências familiares com vista a combater isolamentos foram outras propostas avançadas, assim como a correção fraterna em detrimento da agressividade.

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As crianças e adolescentes partilharam também o seu trabalho que consistiu na elaboração de cartazes com a definição de Família.

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No final foi ainda proposto às famílias um “trabalho de casa”, com recurso a uma breve apresentação de um excerto da intervenção do Papa Francisco em Estrasburgo no passado dia 25 de novembro, para partilha numa próxima jornada a realizar perto da Páscoa e o encontro terminou com a apresentação do “itinerário espiritual para a família” que visa promover e apoiar a oração familiar, editado pela diocese.

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