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Faro: Associação e Sindicato de Bombeiros Profissionais voltam a contestar criação de Força Operacional Conjunta

Em declarações à Agência Lusa, Fernando Curto afirmou que, se o presidente da Câmara de Faro, Macário Correia, não rever a constituição da força operacional que agrupa bombeiros municipais e voluntários, a ANBP e o SNBP irão tomar medidas que podem passar pelo recurso à greve.

A Associação e o Sindicato consideram que a FOCON "está a funcionar ilegalmente" porque Macário Correia nomeou o responsável máximo dos bombeiros voluntários, Aníbal Silveira, como comandante Operacional Municipal e "a lei estipula que essa tarefa cabe aos bombeiros profissionais".

"Ou o presidente da câmara entende que é necessário reorganizar e repensar a situação numa perspectiva de cumprimento da lei, com o comando operacional a caber aos bombeiros municipais, ou iremos tomar posições", assegurou Fernando Curto.

O presidente da ANBP sublinhou que irá aguardar até 10 de Janeiro, quando estiverem concluídas as audiências que pediu aos partidos com assento na Assembleia e Câmara Municipais de Faro, para "informar a população do que está acontecer em termos de prejuízo ao socorro, organizar uma concentração de Bombeiros Profissionais de todo o país em Faro e recorrer à greve".

"Estamos também a preparar uma providência cautelar a contestar, não a criação da Força, mas a legalidade da sua constituição nos actuais moldes", acrescentou.

Fernando Curto frisou que segunda-feira também se reuniu com o presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) e Arnaldo Cruz "disse desconhecer oficialmente a criação da FOCON".

Fernando Curto espera que os deputados municipais do PSD, partido do actual presidente da autarquia e líder da coligação que detém a maioria absoluta no executivo (com CDS-PP, MPT e PPM), convençam Macário Correia de que "é necessário rever o actual modelo da FOCON e dar aos bombeiros municipais primazia sobre os voluntários".

"A Força nos actuais moldes não é vantajosa para o socorro no concelho de Faro e não podemos aceitar que os bombeiros municipais sejam chefiados voluntários", disse ainda o dirigente associativo.

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