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A associação e sindicato nacionais dos Bombeiros Profissionais criticaram na última quarta-feira a actuação da Força Operacional Conjunta (FOCON) durante o mau tempo, dizendo que só um elemento daquela força compareceu à chamada para reforço de efectivos.

Em comunicado de imprensa, a Câmara de Faro deu nota pública do "bom desempenho do Comando Operacional Municipal, em articulação com a Acção Social e o Departamento de Obras e Equipamentos da autarquia".

A coordenação das forças operacionais foi "eficaz, estruturada e bem sucedida, o que denota que a estratégia organizativa traçada assegura elevada capacidade de resposta em circunstâncias singularmente adversas", lê-se no comunicado intitulado "Eficácia nos bombeiros de Faro".

A autarquia recorda que desde o dia 28 pelas 15:00, instante em que foi accionado o alerta amarelo pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, até dia 30 se tinham registado em Faro 51 ocorrências, o que envolveu 150 operacionais e 56 veículos.

A Associação e o Sindicato Nacionais de Bombeiros Profissionais (ANBP/SNBP) questionam a legalidade da FOCON e admitem que correu "mal" a "primeira prova de fogo" da recém-criada força, que resulta da fusão entre as corporações de bombeiros municipais e voluntários do concelho de Faro.

Segundo a ANBP, o facto de a própria Autoridade Nacional da Protecção Civil (ANPC) ter admitido que não tem conhecimento oficial da FOCON "coloca em causa a sua operacionalidade e até mesmo o seu funcionamento".
A Associação e o Sindicato consideram que a FOCON "está a funcionar ilegalmente" porque Macário Correia nomeou o responsável máximo dos bombeiros voluntários, Aníbal Silveira, como comandante Operacional Municipal e "a lei estipula que essa tarefa cabe aos bombeiros profissionais".

A 23 de Dezembro, Fernando Curto, presidente da ANBP, afirmou que, se o presidente da Câmara de Faro, Macário Correia, não rever a constituição da força operacional que agrupa bombeiros municipais e voluntários, a ANBP e o SNBP irão tomar medidas que podem passar pelo recurso à greve.

"Ou o presidente da câmara entende que é necessário reorganizar e repensar a situação numa perspectiva de cumprimento da lei, com o comando operacional a caber aos bombeiros municipais, ou iremos tomar posições", assegurou na altura.

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