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Faro celebrou festividades em honra de Nossa Senhora do Carmo

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo de Faro promoveu entre 6 e 16 deste mês as celebrações em honra da padroeira.

O programa de festas teve início no dia 6, na igreja de Nossa Senhora do Carmo com o concerto dedicado ao culto mariano com a participação do barítono Rui Baeta, acompanhado ao órgão por João Vale, e do Grupo Coral Ossónoba dirigido pelo maestro Nuno Rodrigues.

As festividades tiveram continuidade com a novena, de 7 a 15 de julho, no mesmo local, com o tríduo preparatório da festa com pregação de 13 a 15 deste mês, sendo constituído no dia 13 pela imposição de escapulários a devotos da padroeira, no dia 14 pela admissão de noviços e no dia 15 pela profissão e admissão à ordem.

Na segunda-feira houve celebração da eucaristia pelas 9h e pelas 19h com participação da GNR, que tem Nossa Senhora do Carmo como padroeira, seguindo-se a procissão por algumas das principais ruas da baixa farense.

A eucaristia que antecedeu o cortejo foi presidida pelo cónego Carlos César Chantre, o pároco da paróquia de São Pedro de Faro, da qual faz parte a Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo, mas a homilia foi proferida pelo padre Pedro Bravo, da Ordem do Carmo, que presidiu depois à procissão.

O sacerdote carmelita deteve-se na homilia na caraterística principal de Nossa Senhora do Carmo que detém, para além daquela, inúmeras outras evocações. “Jesus confiou-nos, junto à cruz, a sua Mãe. Como dizia, o ano passado, o papa Francisco em Fátima: temos Mãe!”, afirmou, reforçando que Jesus na cruz “está a dar ao mundo a Mãe de uma nova humanidade”.

O assistente espiritual da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo de Faro disse haver um ensinamento a reter desse acontecimento no Calvário. “Maria, junto à Cruz, ensina-nos a ter um olhar não só centrado em nós mesmos. Jesus descentrou-a de si mesma e apontou para aqueles que tinha no coração, pelos quais derramou o seu sangue na cruz: por cada um de nós. Ao alargar o olhar de Maria para toda a humanidade ensinou-nos também a nós a olhar para os nossos irmãos”, acrescentou na eucaristia, concelebrada também pelo padre Luís Gonzaga Nunes, capelão do Carmelo algarvio e participada pelo diácono Luís Galante, em que se rezou também pelos militares da GNR já falecidos.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O padre Pedro Bravo exortou assim os presentes, que encheram por completo a igreja, a tornarem-se “mais atentos” e “mais próximos” dos outros como “profetas do evangelho, da graça, da salvação, da paz e da reconciliação”, lembrando que “o profeta é aquele que recebe a palavra de Deus e que a anuncia, não só através da boca, mas com gestos concretos”. “Nós todos devemos ser profetas porque devemos estar atentos sempre ao curso de novos acontecimentos para procurar levá-los todos para um bom porto”, acrescentou no final da procissão por algumas das principais ruas da baixa farense que terminou com efusivos vivas a Nossa Senhora do Carmo.

Na paragem diante do quartel do Destacamento Territorial de Faro da GNR para saudação à sua padroeira, o padre Pedro Bravo destacou o significado daquele momento. “Vós honrais a vossa padroeira com esta parada de honra e com a vossa presença. Ela sente-se, certamente, muito honrada e também vos honra a vós na vossa difícil missão. Estamos aqui para rezar a Nossa Senhora por vós, para dizer que apreciamos o vosso serviço de altíssimo valor, de grande prestígio e de grande necessidade para a nossa nação e para pedir a Nossa Senhora que vele por vós e também pelas vossas famílias”, observou.

A procissão com o Santo Lenho e a imagem da padroeira contou com a participação do Agrupamento 98 do Corpo Nacional de Escutas, de uma representação da Ordem Franciscana Secular, da banda da Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva de Loulé e de uma representação da PSP.

O préstito, com o andor e o pálio transportados por um pelotão de praças da GNR e por elementos do Moto Clube de Faro, contou também com a participação das principais entidades oficiais da cidade.

Em Tavira, a festividade, iniciada com a novena no dia 7 deste mês, também foi celebrada na passada segunda-feira com a celebração da eucaristia presidida, pelas 21h, pelo padre Miguel Neto, seguida de procissão, promovidas pela irmandade da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo.

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