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Em Faro, a fusão de três das quatro empresas municipais deverá concretizar-se durante o próximo ano, disse à Lusa o presidente, Macário Correia, admitindo que possa haver algum despedimento pontual mas sublinhando que o objetivo da fusão não é reduzir o pessoal.

“Não há como único objetivo fazer reduzir os encargos com pessoal, ainda que isso possa eventualmente acontecer”, refere o autarca, sublinhando que os trabalhadores deverão ser “reajustados de acordo com as suas aptidões”.

A nova estrutura resultará da fusão das empresas Ambifaro (agência para o desenvolvimento económico), Mercado e Teatro Municipal de Faro, ficando apenas de fora a Fagar, responsável pela gestão de águas e resíduos.

Já a Câmara de Ourém vai fundir três empresas municipais numa única, processo que vai começar no início do próximo ano, disse à agência Lusa o vice-presidente da autarquia José Manuel Alho, assegurando que não está previsto despedimento de trabalhadores.

Segundo José Manuel Alho, o Centro de Negócios e VerOurém, empresa que gere equipamentos culturais e desportivos, serão as duas primeiras empresas a avançar com a fusão numa nova entidade, cujo nome ainda é desconhecido.

Numa segunda fase, juntar-se-á à nova entidade a AmbiOurém, empresa que tem a seu cargo a gestão das estações de tratamento de águas residuais, a manutenção dos espaços verdes e apoio ao desenvolvimento rural.

“Neste momento estamos a negociar a situação do saneamento e quando a empresa for liberta deste poderá avançar para a fusão”, explicou o vereador.

Sem quantificar a poupança que o município obterá com esta medida, “porque ainda decorre o trabalho de reestruturação”, José Manuel Alho esclareceu contudo que “haverá redução de gastos do ponto de vista da administração, de serviços que são solicitados ao exterior no âmbito da contabilidade e da revisão oficial de contas e das instalações”.

Ausente deste processo fica a Sociedade de Reabilitação Urbana de Fátima, criada para os trabalhos de requalificação da cidade-santuário, que tem um prazo de vigência limitado no tempo.

Um pouco mais a norte, fontes das Câmaras da Figueira da Foz e de Aveiro revelaram à Lusa que existe a possibilidade de reduzir o número de empresas municipais mas a decisão só será anunciada posteriormente.

Lusa

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