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Faro e Tavira celebraram festividades em honra de Nossa Senhora do Carmo

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

As Ordens Terceiras de Nossa Senhora do Monte do Carmo de Faro e Tavira promoveram as festividades em honra da padroeira que ontem terminaram.

Em Faro, o programa festivo teve início no dia 6 de julho, com o concerto de abertura do Coro da Orquestra Clássica do Sul na igreja de Nossa Senhora do Carmo, dirigido por Rui Baeta, que interpretou peças de Mozart, Bach e Vivaldi, acompanhado ao piano por Joana Vieira Shumova.

O programa litúrgico prosseguiu, de 7 a 15 de julho, com a novena na mesma igreja, com o tríduo preparatório da festa com pregação de 13 a 15 deste mês, sendo constituído no dia 13 pela imposição de escapulários a devotos da padroeira, no dia 14 pela admissão de noviços e no dia 15 pela profissão e admissão à ordem.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Ontem, 16 de julho, houve eucaristias celebradas às 9h e às 19h, esta última presidida pelo frei Severino Castro, sacerdote da Ordem do Carmo, concelebrada pelo padre Luís Gonzaga e participada pelo Destacamento Territorial de Faro da Guarda Nacional Republicana, força de segurança que tem Nossa Senhora do Carmo por padroeira, seguida de procissão pelas principais ruas da baixa farense.

Na eucaristia que antecedeu a procissão, o frei Severino Castro evocou a história da Ordem do Carmo, fundada no Monte Carmelo, na Palestina, Israel. “Não sabemos quantos foram os primeiros carmelitas. Não sabemos os nomes deles, apenas que, no início do ano de 1209, foram a Jerusalém pedir ao bispo uma regra de vida e lá se estabeleceram junto à fonte do profeta Elias”, observou, lembrando que ali foi construída uma pequena capela dedicada à Virgem Maria do Monte Carmelo, que abreviadamente passou a designar-se Nossa Senhora do Carmo.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O sacerdote da Ordem do Carmo lembrou que a Ordem do Frades Carmelitas foi a primeira ser fundada, seguindo-se a das monjas carmelitas, freiras de clausura, e depois a dos leigos – Ordem Terceira Secular –, que não tendo vocação para serem religiosos numa comunidade conventual, surgiu em 1476, fundada pelo padre geral João Soreth. “E a família não parou de crescer. Depois apareceram jovens que queriam viver o espírito da vida carmelitana, mas não queriam ser da primeira, nem da segunda, nem da terceira. Então foi fundada a Terceira Ordem Carmelita Regular que são as irmãs missionárias que estão espalhadas pelo mundo inteiro em diversos trabalhos pastorais e sociais”, prosseguiu.

O sacerdote destacou que atualmente a família carmelita conta com cerca de 2.000 frades espalhados por mais de 43 países e mais de 5.000 irmãs espalhadas pelo mundo inteiro. O padre Severino Castro lembrou ainda que no século XIII “adotaram a Virgem Maria como modelo de vida” e “patrona da Ordem”. “Por isso, o Carmelo é todo mariano e nós, carmelitas, somos chamados a imitar as virtudes da Virgem Maria, as virtudes do silêncio e da escuta da palavra, o serviço, a humildade e a simplicidade e a fazer tudo o que o Senhor nos pede”, explicou, garantindo que o carmelita “é chamado a ter um novo espírito mariano na Igreja”.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

“A Virgem Maria também nos ensina, com simplicidade e humildade, a fazer a vontade do Pai”, destacou ainda o sacerdote. “Maria é nossa mãe. Ela cuida de cada um de nós. E isto nós podemos observar nas suas diversas aparições. A única preocupação da Virgem Maria nas suas aparições é com a nossa salvação. Ela, como mãe, continua preocupada com cada um de nós”, desenvolveu.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Depois a missa decorreu então a procissão por algumas das principais ruas da baixa farense, com paragem diante do quartel do Destacamento Territorial de Faro da GNR para saudação à sua padroeira.

A procissão com o Santo Lenho e a imagem da padroeira contou com a participação do Agrupamento 98 do Corpo Nacional de Escutas, de uma representação da Ordem Franciscana Secular, da banda da Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva de Loulé e de uma representação da PSP.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O préstito, com o andor e o pálio transportados por um pelotão de praças da GNR e por elementos do Moto Clube de Faro, contou também com a participação das principais entidades oficiais da cidade.

Em Tavira, a festividade promovida pela irmandade da Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo e iniciada com a novena no dia 7 deste mês, também foi particularmente celebrada ontem com a eucaristia, seguida de procissão pelas ruas da cidade, acompanhada pela Banda Musical de Tavira.

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